Autor: Luisa Vieira

Crime? escreveu uma crônica – conheça a história do jornalista Cristian Góes

[Por Cristian Góes] Volto ao assunto porque ele se tornou público e algumas pessoas acompanham seus passos. Muitos sabem que fui condenado a sete meses e 16 dias de prisão (convertida em prestação de serviço à comunidade e já cumprida) e ao pagamento de R$ 30 mil de indenização, tudo isso por escrever uma crônica ficcional e em primeira pessoa (Eu, o coronel em mim), texto sem nomes de pessoas e, claro, sem fatos reais.

As ações são de 2012 e foram movidas pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe, Edson Ulisses, com apoio e participação decisiva do Ministério Público do Estado. Na verdade, elas são a vontade absoluta de caciques políticos, numa parceria com outros esquemas de poder. Segundo a acusação, quando escrevi “coronel” estaria me referindo comprovadamente ao então governador Marcelo Déda, do PT. Quando escrevi “jagunços das leis” nomeie com nome e CPF o senhor Edson Ulisses, cunhado do governador. Os textos das condenações são absurdos, parecem retirados de Kafka. Condena-se com base em “é possível fazer uma associação”, “para bom entendedor meia palavra basta”, etc. Não se respeitou a lei, fazendo imperar a vontade subjetiva para atender o poder.

Pois bem, depois de um ano da condenação cível e da entrada de nosso recurso ao TJ, o caso deverá será julgado essa semana pelos pares do mesmo desembargador. Leia mais.

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Educação no Rio de Janeiro

Estudantes do Colégio Estadual Mendes de Moraes, na Ilha do Governador, ocuparam a escola com o objetivo de pressionar por melhorias na educação e em apoio à greve dos educadores. Essa é a primeira escola a ser ocupada pelos alunos no Rio de Janeiro, num movimento similar ao que ocorreu em São Paulo no início deste ano.

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Documentário “Muito além do Cidadão Kane”

O documentário Muito além do Cidadão Kane foi produzido pela BBC de Londres no início dos anos 1990. Quem já assistiu não tem se surpreendido com a clara defesa do golpe promovida pela emissora nos últimos dias. Essa atitude não é nova, já que, como mostra o filme, a Globo apoiou a ditadura, promoveu censura a artistas, fez manipulações no debate entre Lula e Collor em 1989 e teve outras atuações com motivação política. O filme traz depoimentos de Chico Buarque, Brizola, Lula e outros. Veja o documentário.

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Como conversar com um fascista

A filósofa Marcia Tiburi traz, em Como conversar com um fascista, um propósito filosófico-político: pensar com os leitores sobre questões da cultura política experimentada diariamente, de um modo aberto, sem cair no jargão acadêmico. O argumento principal é como pensar em um método, ou uma postura, para contrapor o discurso de ódio, seus reflexos na sociedade brasileira e repercussão nas redes sociais. Tiburi propõe o diálogo como forma de resistência e analisa notícias recentes e acontecimentos do mundo político para mostrar mais uma vez que é possível falar sobre temas complexos de maneira que todos compreendam.

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