Autor: Luisa Vieira

Pedido de impeachment é boa notícia

[Por Breno Altman] Duas notícias alvissareiras vieram do Congresso Nacional. A primeira delas foi a aprovação da nova meta fiscal, que destrava o orçamento da União. A segunda foi a liberação de um dos pedidos de impeachment por Eduardo Cunha, em vingança contra a decisão do PT de votar pela continuidade de seu processo de cassação no Conselho de Ética.

A oposição de direita e os desgarrados do centro precisarão reunir 342 dos 513 votos para aprovarem a admissibilidade do impeachment, sob a batuta de um homem marcado por denúncias fortíssimas de corrupção e movido pelo rancor. Além do mais, as bases materiais do pedido são fraudulentas, referindo-se a supostas irregularidades fiscais que não foram ainda julgadas pelo TCU.

O campo governista precisa de apenas 172 votos para derrotar o impeachment. Se não for capaz de reuni-los, ainda mais em uma situação tão movediça para o conservadorismo, é porque o governo já não tem mais condições de dirigir o país.

A partir de agora, cabe apostar na mobilização dentro das instituições e nas ruas, para derrotar simultaneamente o golpismo e a chantagem, reconstruindo por baixo a governabilidade necessária para voltar ao programa eleito em 2014.

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Relatório sugere que Brasil reconheça crime de escravidão

A Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra do Brasil apresentou um relatório com um amplo e detalhado cenário histórico e investigativo sobre a escravidão em nosso país. O relator do texto, o procurador do Trabalho Wilson Prudente, concluiu que o Império do Brasil, o Reino de Portugal e a Igreja Católica incorreram em práticas criminosas contra os negros e em tipos penais como genocídio e crimes contra a humanidade. Prudente recomenda que o Estado brasileiro reconheça que cometeu esses crimes e afirma ainda que a escravidão não foi totalmente extinta. Diz um trecho do relatório: “Aproximadamente um século e três décadas após a Lei Áurea a sociedade brasileira […] vive atormentada ainda pelos fantasmas da escravidão. O mito da escravidão legal e cordial foi sucedida pelo ainda existente mito da democracia racial. A cortina de fumaça em que consiste essa mitologização não afastou e não desligou a sociedade brasileira pós moderna de seu passado escravista”. | Fonte: Jornal O Globo.

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ABI é contra direito de resposta 

[Por Altamiro Borges] A legendária Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que sempre jogou papel de relevo na luta pela democracia no país, pisou feio na bola nesta semana. Ela se somou às truculentas entidades patronais – como a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert), a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) – para atacar a lei do direito de resposta, aprovada no Senado e sancionada pela presidenta Dilma. Num vergonhoso servilismo, a ABI utilizou os mesmos argumentos dos empresários – que atentam diariamente contra a liberdade de expressão – para ingressar no Supremo Tribunal Federal questionando este direito democrático. Diz uma nota do Sindicato dos Jornalistas do Rio sobre o assunto: “O direito de resposta é um direito inerente ao regime democrático. Não há dúvidas a esse respeito. Se uma pessoa se sentir ferida em sua honra e preceitos morais em uma matéria, a Constituição deve lhe assegurar o direito de resposta no mesmo espaço em que foi mencionado. Portanto, democracia e direito de resposta é uma rotina que se apresenta em diversos países. | Leia mais|

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TV Brasil estreia série de Silvio Tendler

A TV Brasil estreia, no dia 5 de dezembro, às 23:45h, a série “Há muitas noites na noite”, do cineasta Silvio Tendler. A produção é inspirada no “Poema Sujo”, a mais polêmica obra do escritor Ferreira Gullar. Com sete episódios semanais, a série registra a trajetória pessoal e política do poeta, desde 1964, quando integrou o CPC, passando por seu exílio na Rússia e em alguns países da América Latina e todas as dificuldades e tristezas decorrentes da distância do seu país. Em 1975, em Buenos Aires, longe da mulher e dos filhos que haviam retornado para o Brasil, Gullar resolve escrever “Poema Sujo”, que considera ser sua última obra. A série se encerra no ano de 1978, quando Gullar retorna ao Brasil e é interrogado e torturado pelo DOPS, um dia após o seu desembarque no Rio de Janeiro.

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Senge-RJ promove lançamento de “Os sete mandamentos do jornalismo investigativo”

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (SENGE-RJ) convida para o lançamento do livro “Os sete mandamentos do jornalismo investigativo”, de José Carlos de Assis. Partindo da sua experiência pessoal, Assis argumenta que o jornalismo investigativo, embora poderoso como arma para deter a corrupção, barrar a impunidade e desbaratar a dilapidação do patrimônio público, pode também ser uma arma perniciosamente manejada para expor pessoas honestas a vexames irreparáveis, convertendo-se ainda em instrumento de calúnia, injúria e difamação, capaz de provocar danos maiores do que os que pretenderia corrigir.

O evento ocorrerá na próxima segunda-feira, 07/12, e contará com uma palestra com o autor sobre a grande mídia por trás da crise e a saída pelo pacto. Começará às 18h, no auditório do Sindicato, na Avenida Rio Branco, 277, 17º andar – Cinelândia.

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