Autor: Luisa Vieira

Vitória do Movimento Ocupe Estelita em Recife aponta desafios para as cidades

[Por Raquel Rolnik] No último sábado de novembro, 28, a população do Recife acordou com a notícia da decisão judicial que anulou o leilão da venda da área do Cais José Estelita, realizado em 2008. Foi uma resposta à ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. Essa área, de cerca de 100 mil metros quadrados, pertencia à Rede Ferroviária Federal. Uma vez extinta, ela teve seu patrimônio transferido para a União, ou seja, o governo federal. Em leilão, a área foi arrematada pelo consórcio Novo Recife. Ali, o grupo pretendia implementar um megaempreendimento imobiliário, com 13 torres de edifícios de luxo de cerca de 40 andares.

Desde 2012, porém, articulou-se um forte movimento de contestação a esse projeto. É o Movimento Ocupe Estelita, que vem promovendo inúmeras ações para abrir canais de diálogo sobre o futuro daquela que é uma área privilegiada da cidade, tanto por sua localização, quanto por sua paisagem e história. Sem dúvida, a forte mobilização do grupo, que ganhou repercussões internacionais, é a grande responsável por levar o debate sobre o futuro do Cais José Estelita aos mais diversos setores da sociedade. Sem isso, muito provavelmente, as torres já estariam de pé. | Continue lendo.

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Chacina de Costa Barros: por que são as famílias que têm de dar explicações?

[Fernanda da Escóssia – BBC Brasil] Ecoam as vozes de mães, pais, irmãos e amigos de muitas épocas: era inocente; estudava inglês; fez curso técnico; era um bom garoto. Ouvi e ainda ouço justificativas e alegações, em defesa da honra dos filhos mortos. […] É digna e comovente a atitude das famílias. Porém, mesmo se fossem criminosos, os jovens de Costa Barros não podiam ter sido fuzilados. Estavam desarmados, não ameaçaram os policiais. Tinham de 16 a 25 anos. Mas aceitamos, publicamos, seguimos, acostumados que estamos a uma argumentação torta, segundo a qual famílias devastadas pela tragédia da morte de um jovem é que têm que dar explicações. Leia a matéria completa.

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Argentina: neto 119 é recuperado pelas Avós da Praça de Maio

O grupo Avós da Praça de Maio anunciou na última segunda, dia 30/11, que foi encontrado mais um neto sequestrado durante a ditadura militar argentina, que durou entre 1976 a 1983. Trata-se do 119º neto e é a primeira vez que a mãe biológica ainda está viva. Mario Bravo, de 38 anos, nasceu em um cativeiro na cidade de Tucumán, em 1977, e hoje vive na Província de Santa Fé. Mãe e filho se encontraram no dia seguinte ao anúncio oficial.

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Por Elza Soares

“Mais cinco crianças foram mortas. Mais cinco negros foram mortos. Quando é que vamos ter um final disso tudo? Quando vamos ter um final desta tragédia? Desta desgraça?” –

Questionamento feito pela cantora Elza Soares enquanto cantava “A carne negra” durante o show de lançamento do seu mais novo álbum “A mulher do fim do mundo”. Nele, a artista aborda temas como a violência contra as mulheres e o racismo. As músicas podem ser ouvidas aqui.

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