Autor: Luisa Vieira

A verdadeira aposta é contra o capital

[Por Sérgio Domingues] “A Grande Aposta”, de Adam McKay, é um filme sobre o estouro da bolha imobiliária americana em 2008. A produção é didática, dinâmica, bem-humorada e conta com a presença de atores famosos como Brad Pitt, Christian Bale, Ryan Gosling e Steve Carell.

Portanto, tem tudo para alcançar um público maior e fazer a denúncia de um dos maiores crimes da história econômica mundial. Trata-se do famoso estouro das “subprimes”, títulos podres do mercado imobiliário que se espalharam por toda a economia estadunidense e além.

O filme tem duas grandes qualidades. Primeiro, mostra que os corretores de Wall Street, nojentos como são, não passam de engrenagens de uma máquina ainda pior que eles. Em segundo lugar, deixa claro que a sujeira continuou muito além daquele trágico setembro, quase Oito anos atrás.

O fato é que nem toda essa crise foi suficiente para impedir que o sistema continuasse a produzir mais desigualdades. É o que mostra, por exemplo, o mais recente estudo da ONG britânica Oxfam, muito comentado na imprensa e redes virtuais.

O levantamento aponta que a riqueza de 1% da população do planeta pela primeira vez superou a dos outros 99%. Mas, além disso, o estudo descobriu que toda essa concentração de riqueza recebeu um novo impulso após 2009. Ou seja, logo depois da crise.

Esses dados mostram que a ideia de que as crises capitalistas funcionam como “choques de arrumação” é falsa. Ao contrário, cada abalo desses no sistema aumenta a injustiça social e o torna insustentável para a maior parte da humanidade.

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Euclides da Cunha

Correspondente do Estado de S. Paulo na Guerra de Canudos, Euclides da Cunha enviou ao jornal 22 cartas e 55 telegramas. Esses “despachos do front” seriam o embrião de “Os Sertões”, clássico da literatura brasileira lançado em 1902 e dividido em três partes – terra, homem e luta.

Nesta quarta, 20, o jornalista e escritor Euclides da Cunha faria 150 anos. Para celebrar a data, o Estadão, do qual foi correspondente na Guerra de Canudos, publicou um detalhado especial, em sete capítulos, sobre o autor. Como se sabe, as matérias enviadas por Euclides ao jornal seriam mais tarde reunidas em um dos maiores clássicos da literatura brasileira, Os Sertões. Aqui na BPE você encontra “Os Sertões”, além de várias outras obras do autor, como “Contrastes e confrontos”, “Um paraíso perdido” e “À margem da história”.

Venha levá-los para casa!

Confira o suplemento especial do Estadão aqui.

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Livraria Antonio Gramsci lança livro publicado pela editora NPC

Hoje, dia 14/01, véspera do aniversário do nosso coordenador Vito Giannotti, a Livraria Antonio Gramsci e o Núcleo Piratininga de Comunicação promoverão uma comemoração do jeito que ele mais gostaria: com o lançamento do livro de um escritor comunista. “Deus e o Diabo na Praça da Sé”, de Leovegildo Pereira Leal, um livro que inaugura uma nova fase da Editora NPC, será lançado a partir das 18 horas. A obra apresenta, por meio de fragmentos, um retrato da vida dos trabalhadores que vêm e vão pela Praça da Sé, em São Paulo, muitos dos quais lutam diariamente para sobreviver apesar das péssimas condições de vida, de trabalho e da falta de perspectiva.

A Livraria Antonio Gramsci fica na Rua Alcindo Guanabara, 17, térreo, Cinelândia.

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1500, o ano que não terminou: quem chorou por Vitor, o bebê indígena assassinado com uma lâmina enfiada no pescoço?

[Por Eliane Brum] Um menino de dois anos foi assassinado. Um homem afagou seu rosto. E enfiou uma lâmina no seu pescoço. O bebê era um índio do povo Kaingang. Seu nome era Vitor Pinto. Sua família, como outras da aldeia onde ele vivia, havia chegado à cidade para vender artesanato pouco antes do Natal. Ficariam até o Carnaval. Abrigavam-se na estação rodoviária de Imbituba, no litoral de Santa Catarina. Era lá que sua mãe o alimentava quando um homem perfurou sua garganta. Era meio-dia de 30 de dezembro. O ano de 2015 estava bem perto do fim.

E o Brasil não parou para chorar o assassinato de uma criança de dois anos. Os sinos não dobraram por Vitor.| Publicado em El País | Continue lendo.

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