Autor: Luisa Vieira

Famílias quilombolas da Ilha da Marambaia, no Rio, recebem títulos de terra

Na última quinta-feira, dia 8/10, a comunidade remanescente do quilombo da Ilha da Marambaia, no Rio de Janeiro, ganhou vida nova. O Ministério do Desenvolvimento Agrário entregou títulos de propriedade de terra a 100 famílias quilombolas e caiçaras da região. Elas descendem dos antigos quilombolas que ocupam a ilha há mais de 150 anos. Ao todo, foram titulados 530 hectares, o que significa uma média de 5,3 hectares por família. Uma conquista resultou de muita luta desse povo batalhador.

De acordo com Nilton Alvez, presidente da Associação dos Remanescentes de Quilombo da Ilha da Marambaia (Arquimar), “Foi muito tempo de espera e de luta para a comunidade. A titulação vai resolver a questão da construção das casas da comunidade e buscar políticas públicas para educação, transporte, saúde. Ter uma vida mais digna. Agora, passamos a ser reconhecidos como proprietários do nosso território”. [Fonte: EBC]

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Exposição “Carolina em Nós” homenageia escritora em São Paulo

Carolina Maria de Jesus (1914-1977) foi poetisa, escritora e sambista que inspirou – e ainda inspira – muitas manifestações artísticas pelo Brasil. Sua preciosa contribuição para a cultura brasileira fez com que nós, do grupo Ilú Obá De Min, somássemos esforços para formatar uma mostra para resgatar um pouco de Carolina que há dentro de cada um.

Assim é “Carolina em Nós”, exposição patrocinada pela CAIXA que estreou no dia 3 de outubro, no Museu Afro Brasil. A mostra é gratuita e ficará em cartaz até o dia 31 de janeiro de 2016. Informações em www.museuafrobrasil.org.br

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Peça “Todo camburão tem um pouco de navio negreiro”, em Fortaleza

O espetáculo “Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro” conta a história de Natanael, uma espécie de anti-herói que nasceu na periferia. A peça apresenta a saga de um negro que nasce numa situação muito comum a de muitos brasileiros, vive inserido num sistema de opressão e violência e, aos 18 anos, resolve entrar pra polícia militar. As apresentações são gratuitas e ocorrem às quintas-feiras do mês de outubro, 19h, na Praça Verde do Dragão do Mar.

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Casamento de Inês Etienne com Jarbas Marques durante a ditadura: um ato político

O jornal O Globo divulgou, na semana passada, um belíssimo vídeo do casamento, em 1975, dos ex-presos políticos Inês Etienne Romeu e Jarbas Marques. Ela foi a única sobrevivente da Casa da Morte de Petrópolis e havia sido condenada à prisão perpétua em 1971. O casamento dos dois militantes serviria para proteger a integridade física de Inês, que corria o risco de sofrer um atentado a qualquer momento. Amigos e familiares convocaram o máximo de jornalistas que puderam. Os militares diziam que não havia presos políticos no Brasil e, segundo Jarbas, Inês era a única mulher, naquele momento, condenada à prisão perpétua no mundo! Para assistir ao vídeo, basta clicar aqui.

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