Autor: Luisa Vieira

Programas policiais e cobertura de crimes no rádio, na TV e nos jornais

O debate sobre um determinado tipo de programa da mídia hegemônica, em especial, é bastante caro aos moradores de periferia: a criminalização da pobreza. É preciso refletir sobre os discursos produzidos a partir da cobertura de crimes e de ações policiais no rádio, na TV e nos jornais. Por que algumas mortes geram mais indignação que outras? Por que o pouco destaque dado à chacina de Osasco e Barueri? Como se produz a banalização e a naturalização de certas mortes, de acordo com sua classe social? Para isso, na sexta, às 11h30, vai ter início uma mesa com Dannilo Duarte, professor da UESB; Kleber Mendonça, professor da UFF; e Cecília Oliveira, jornalista e coordenadora de comunicação da LEAP-Brasil (Agentes da Lei contra a Proibição).

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Democratização da Comunicação

Na parte da tarde da sexta, às 15 horas, entra em cena o debate sobre a democratização da comunicação no Brasil. Renata Mieli, do FNDC e do Barão de Itararé; Laurindo (Lalo) Leal Filho, apresentador de TV e professor; e Alessandro Molon, deputado federal, irão debater em que as leis podem ajudar a termos uma maior pluralidade e diversidade de vozes veiculadas pelos meios de comunicação. Como fazer valer os artigos destinados ao campo da comunicação? De que maneira uma alteração no marco legal pode alterar esse quadro? Que avanços tivemos desde a realização da Conferência Nacional de Comunicação, em 2009? O que é a Lei de Mídia Democrática e como podemos saber mais sobre ela? Os canais de TV aberta, por exemplo, são concessões públicas, o que significa que a Globo, o SBT, a Band e outros devem servir aos interesses da maioria da sociedade, e não aos dos grupos empresariais. O que vemos, no entanto, é o contrário disso. Programas preconceituosos, novelas que incentivam a violência, ou seja, uma programação que não obedece a função informativa e educativa prevista pela Constituição Brasileira.

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A mídia, a gentrificação e os trabalhadores

No sábado, 21/11, às 9 horas, a jornalista do Repórter Brasil, Sabrina Duran; Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto); e o deputado estadual pelo PSOL do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, debatem o processo de gentrificação das cidades brasileiras, a mídia e os trabalhadores. Com o aumento do custo de vida, a especulação imobiliária e a hipervalorização das regiões centrais com a consequente expulsão dos mais pobres, quase todas as grandes cidades têm se tornado espaços para privilegiados. A mídia desempenha um papel importante nesse processo tanto ao estimulá-lo quanto ao denunciá-lo, como tem feito principalmente a imprensa alternativa.

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Jornalista de esquerda como intelectual orgânico da classe trabalhadora

Nos últimos anos, o NPC tem contribuído nacionalmente para a conscientização do papel fundamental dos meios de comunicação de esquerda para a disputa das ideias dominantes da sociedade. Entendemos que os jornalistas de sindicatos e de entidades de luta devem colaborar não apenas com a transmissão de informações, mas também, e principalmente, com a formação da classe trabalhadora. Refletirão sobre essas questões jornalistas de diversos estados do país, como Rita Casaro de São Paulo; Ednubia Ghisi, do Paraná; Rogério Almeida, do Pará; e Cristian Góes, de Sergipe.

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