Autor: Luisa Vieira

Casamento de Inês Etienne com Jarbas Marques durante a ditadura: um ato político

O jornal O Globo divulgou, na semana passada, um belíssimo vídeo do casamento, em 1975, dos ex-presos políticos Inês Etienne Romeu e Jarbas Marques. Ela foi a única sobrevivente da Casa da Morte de Petrópolis e havia sido condenada à prisão perpétua em 1971. O casamento dos dois militantes serviria para proteger a integridade física de Inês, que corria o risco de sofrer um atentado a qualquer momento. Amigos e familiares convocaram o máximo de jornalistas que puderam. Os militares diziam que não havia presos políticos no Brasil e, segundo Jarbas, Inês era a única mulher, naquele momento, condenada à prisão perpétua no mundo! Para assistir ao vídeo, basta clicar aqui.

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Livro com memórias da ditadura é relançado pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo

Dez anos após o primeiro lançamento, a Assembleia Legislativa do Espírito Santo lançou, na última semana, a 2ª edição do livro “Ditaduras não são eternas: memórias da resistência ao golpe de 64 no Espírito Santo”. Na obra, são reunidos depoimentos de 40 ex-presos políticos que sofreram com a ditadura no Estado entre 1961 e 1979. A compilação dos depoimentos foi organizada pelo historiador da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Miguel Marvilla (já falecido) e contou com a colaboração dos professores Ana Gabrecht, Ueber José de Oliveira e Valter Pires Pereira. A Comissão Especial da Verdade da Ales, que funcionou de junho de 2012 a janeiro de 2015, reeditou a publicação em versão ampliada. Os exemplares serão distribuídos para instituições e escolas públicas.

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Por Camila Marins

Tenho muita coisa para falar sobre o documentário “Panteras Negras”, no Festival do Rio, mas só vou falar sobre uma vivência. Eu estava vindo de metrô para o cinema, em Ipanema. Uma mulher negra na saída me pergunta onde é a rua Aníbal de Mendonça e eu sem localização vou ajudando. Ela pede para me acompanhar já que era o mesmo caminho. Ela diz que estava atrasada para uma entrevista de emprego e celular estava sem bateria. Ofereço meu celular, ela recusa, porque não lembrava o número. Ela me confessa que só me pediu informação, porque eu sou negra e não ia temer a um assalto. Viemos juntas falando como certos bairros como Ipanema são tão brancos e não nos reconhecemos. Ela me deu o telefone e ainda me disse no final: “amiga, me faz tchau e finge que viemos de taxi. Me liga”.

(Camila Marins é dirigente do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro)

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Interessados podem encomendar o Livro-Agenda NPC de 2016 sobre lutadores e lutadoras do povo brasileiro

Já foi para a gráfica nosso Livro-Agenda NPC de 2016, que tem como tema “Lutadores e Lutadoras do povo brasileiro”! Como não podia ser diferente, nessa edição homenageamos Vito Giannotti, que nos deixou esse ano e marcou seu nome nessa história de lutas e resistências, tornando-se referência de militância no país inteiro. Em breve estará à venda na nossa Livraria Antonio Gramsci. Se quiser encomendar a sua, basta enviar um e-mail para livraria@piratininga.org.br. Saiba mais.

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