Autor: Luisa Vieira

A COPA É PROBLEMA, MAS NÃO É O ÚNICO

[Por Vito Giannotti] A COPA é um grande problema. Todo protesto contra ela é pouco. Os problemas do Brasil não podem e não vão ser escondidos atrás de estádios luxuosíssimos e ruas pintadas para a festa. Os gastos com esta COPA são monstruosos. Claro que merecem os maiores protestos. E as remoções? Li uma mentira, num jornal desta mídia empresarial que diz que serão poucas. Menos de 10 mil. Lorota pura. Em qualquer contagem a soma dos desabrigados da COPA passa dos 100 mil. Seria bom se todos juntos fizessem seus protestos contra os governos responsáveis por essa derrama de dinheiro e pela expulsão de dezenas e dezenas de milhares.

Mas a COPA é um dos tantos assuntos da nossa política que temos que atacar. No Brasil da Globo/Record, da Folha/Estadão e da Veja/Época o povo pouco discute política. O povo trabalhador é anestesiado todo dia por uma mídia conservadora. Uma mídia que não quer saber de um PROJETO DE PAÍS. Não se discute que Brasil queremos. Só para dar dois exemplos. Todo dia, lá no Sul do Pará da maior mina de ferro do mundo, que hoje é da privatizada VALE, saem milhões de toneladas de ferro para “lá fora, para o estrangeiro”. São 12 composições diárias de 400 vagões cada, carregadas de ferro que saem do País e o lucro é todo da Vale. Mais um exemplo que a mídia dos patões esconde. Sim, a Amazônia é “nossa”, dizem! Mas de 2010 pra cá foram desmatados o correspondente ao tamanho de três Estados de São Paulo. E cadê um projeto de país? Leia o artigo completo.

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Por Conrado Hübner Mendes

O humorista, enfim, pode ser um agente de transformação cultural e política ou pode ser exatamente o contrário. A piada pode ajudar a desarmar, ridicularizar e reverter um preconceito, ou pode ser veículo para disseminar um pegajoso discurso de desprezo, disfarçado pelo manto do humor. Praticar o humor do primeiro tipo exige coragem moral, ousadia intelectual e empatia. Dá mais trabalho. Já o segundo se consegue com boa dose de preguiça mental, docilidade política e submissão ao senso comum. Comediantes que deixaram uma herança libertária e emancipatória perseguiram o primeiro caminho. Entre os novos comediantes brasileiros, alguns ainda desconhecem tal diferença. Não são estes que merecem nossa risada.

[em O Estado de S. Paulo – 31/12/2012]

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“Que um grito de gol não abafe a nossa história”, pedem atingidos pelos megaeventos

Entre os dias 1 e 3 de maio foi realizado, em Belo Horizonte, o “1º Encontro dos(as) Atingidos(as) – Quem perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos”. Ao final do evento os participantes divulgaram uma carta sobre as violações geradas a partir dos megaprojetos em todas as cidades-sede da Copa 2014. “Afirmamos que a Copa e as Olimpíadas estão a serviço de um modelo de país e de mundo que não atende aos interesses gerais do povo trabalhador e dos setores oprimidos pelo sistema capitalista”, diz o texto. | Leia na íntegra.

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