Autor: Luisa Vieira

Dom Tomás Balduíno, PRESENTE!

Morreu na noite desta sexta-feira (2/5) o bispo emérito de Goiás, Dom Tomás Balduíno. Nascido Paulo Balduíno de Souza Décio, adotou o nome Tomás ao entrar para a Ordem Dominicana. Foi nomeado bispo prelado de Conceição do Araguaia (PA) em 1965, onde começou um trabalho com índios e camponeses, em 1967 foi nomeado Bispo de Goiás (GO). Na Diocese, implementou um modelo novo de igreja, aberta ao povo, engajada nas lutas sociais e de posição firme contra a Ditadura Militar e o latifúndio. Dom Tomás foi personagem fundamental no processo de criação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em 1972, e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 1975. A Assembleia Geral da CPT, em 2005, o nomeou Conselheiro Permanente. Tanto o CIMI quanto a CPT foram espaços de apoio e assessoria dos movimentos populares do campo. Sua luta na defesa dos Direitos Humanos, pela Reforma Agrária e justiça no campo, pelos povos indígenas e por uma igreja progressista inspira as lutas que travamos, e é semente que deu e dará muitos frutos. É nosso solidário mestre da vida. “Direitos Humanos não se pede de joelhos, exige-se de pé” – Dom Tomás Balduíno

-> Dom Tomás estava internado no hospital neurológico de Goiânia, sofrendo complicações decorrentes de um câncer e problemas coronários. Morreu de Embolia Pulmonar as 23:30h. Seu exemplo continuará nos guiando na luta por justiça social.

[Texto de José Gomes Neto, jovem residente na cidade de Goiás que conviveu os últimos anos com Dom Tomás nos movimentos sociais].

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Governo venezuelano publicará coleção de obras de Gabriel García Márquez

O Ministério da Cultura da Venezuela editará a biblioteca Gabriel García Márquez em homenagem ao escritor e jornalista colombiano que faleceu recentemente. Conforme anunciou o presente Nicolás Maduro, serão distribuídas gratuitamente várias obras do vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1982. “Vamos editar milhares de livros de Gabo para que cada família venezuelana passe os livros de geração em geração, de mão em mão, para que toda essa literatura que expressa o que somos possa sobreviver”, disse. “Da Venezuela sempre recordaremos o Gabo que tanto fez para a construção do que hoje somos em todo o continente”.

O autor de Cem anos de solidão e O amor nos tempos do cólera faleceu no dia 17 de abril aos 87 anos. Ele também escreveu O general em seu labirinto, obra de ficção que retrata os últimos dias de Simón Bolívar.

[Fonte: Agência Venezuelana de Notícias]

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Em maio ocorre o 4º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais

Nos dias 16, 17 e 18 de maio, em São Paulo, são aguardados cerca de 500 pessoas de todo o país para participar do 4º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais. Na sexta-feira, 16 de maio, seis conferencistas internacionais discutirão mídia, poder e América Latina, seguido de um debate sobre a luta pela democratização da mídia no Brasil. No dia 17 as atividades iniciam com uma discussão sobre a juventude e a força das novas mídias e será seguido das desconferências, em que serão formados grupos de debates. Nesses grupos, o debate será iniciado por ativistas convidados e todos os participantes terão vez e voz para relatar suas experiências e participar dos debates. Após as desconferências, os grupos voltam a se reunir para discutir a mídia e as eleições de 2014 e, na sequência, haverá uma festa de confraternização. No domingo, 18 de maio, os debates serão sobre a Carta de São Paulo e ações do movimento. O evento será realizado no Hotel Braston (Rua Martins Fontes, 330 – Centro)| Continue lendo.

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Chegou “O Capital do século 21”. Os capitalistas gostaram

[Por Sérgio Domingues – 1º. 05. 2014] O livro está em primeiro lugar entre os mais vendidos da Amazon. Paul Krugman escreveu no New York Times que se trata da mais importante publicação do ano em economia e, talvez, da década. O Financial Times considerou seu autor um “economista rock-star”. A Casa Branca tem mantido conversas com ele.

Estamos falando de Thomas Piketty, economista francês e autor de “Capital in the Twenty-First Century” (O capital no século 21). A grande novidade da obra seria a revelação de que o capitalismo é uma máquina que só produz desigualdade. Conclusão baseada em “dados fiscais” coletados desde o século 18 em 20 países. Continue lendo.

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1º de Maio: a velha luta continua

Todos sabem que o 1º de maio é o dia da luta pelas 8 horas. Isto foi 130 anos atrás. Naquela época os traba­lhadores não tinham nenhum direito reconhecido. Com muita luta, muitas greves, protestos e manifestações aos poucos a classe trabalhadora arrancou os chamados direi­tos trabalhistas. Não foi mole, não. Precisou muita força e participação de milhares de trabalhadores. Só para lem­brar, no 1º de maio de 1919, no Rio de Janeiro (RJ), na Praça Mauá, 60 mil manifestantes se reuniram para exi­gir esses direitos. Foram 10% da população da época. Mas demorou muitos anos ainda até se conquistar algum “di­reito”. Só anos depois os trabalhadores começaram a con­quistar as “Leis Trabalhistas”. E hoje? Não há mais nada a fazer? Ao contrário. Os em­presários, os patrões querem voltar atrás. Querem reti­rar o que demorou 130 anos para ser conquistado. Como? Eles querem aumentar seus lucros ao extremo, por isso a exploração aumenta. | Por Vito Giannotti | Continue lendo.

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