Autor: Luisa Vieira

Por moradora da favela da Maré em 01.04.2014

“Senti uma respiração forte e ofegante com um hálito quente em meu rosto. Meio sonolenta, abro os olhos e me deparo com um cão e homens de preto a minha volta. Susto, medo e revolta. Meu quarto tomado por desconhecidos da lei e perguntas que não sei responder. Todos os dias eles vem na minha casa. Já não durmo de camisola, porque essa visita pela manhã virou rotina e tenho que estar preparada para recebê-los. Hoje já entraram duas vezes. Minha casa virou o Batalhão da Polícia Militar”.

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Documentário sobre invasão do sindicato dos lavradores de Governador Valadares é lançado em Minas Gerais

A TV Assembleia, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, lançou no dia 1º de abril um interessante documentário que narra episódio pouco conhecido da história recente do Brasil, relacionado ao golpe de 1964. Pouco conhecido, mas, nem por isso, menos importante. Trata-se da invasão, por milícias armadas dos latifundiários, do Sindicato dos Lavradores de Governador Valadares (Vale do Rio Doce) e do empastelamento do jornal “O Combate”, que apoiava os trabalhadores rurais. O vídeo é bem interessante. Confira a cobertura do evento feita por Lígia Coelho. Lá é possível também acessar o vídeo, que tem duração de 40 minutos.

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A noite que durou 21 anos

O Golpe se torna vitorioso no País. Não houve quase greve nenhuma e nenhum tiro foi dado, mas a repressão, só no Rio, no dia 1º de Abril, prendeu 100 mil pessoas. Os presos foram amontoados nas delegacias e quarteis da região e muitos foram trancafiados no Estádio Mestre Ziza, no Complexo Poliesportivo Caio Martins, em Niterói. Ainda sobrou gente para encher os porões de três navios ancorados na Baía de Guanabara. Durante 21 anos, militantes de esquerda e opositores do regime serão perseguidos, presos, exilados ou assassinados pela Ditadura.

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Você já conhece a livraria Antonio Gramsci?

Se não conhece, não sabe o que está perdendo! Especializada em marxismo, comunicação e lutas dos trabalhadores, a livraria do NPC tem atraído cada vez mais militantes. Nas prateleiras estão clássicos como Marx, Lênin, Rosa Luxemburgo e, claro, Gramsci e seus intérpretes. Além das obras clássicas do pensamento marxista e da esquerda mundial, a livraria também privilegia temas como história, educação, sociologia, cidade, cultura, movimentos sociais, sindicalismo e mulheres. Professores e estudantes de licenciatura têm 10% de desconto. A coordenadora do NPC e da livraria, Claudia Santiago, explica que a loja surgiu da paixão pela leitura e pela divulgação de ideias. “Esse espaço é uma peça do grande mosaico de instrumentos da esquerda para a construção de um mundo para todos”, explica a jornalista. No ano passado, a livraria realizou o projeto “Quintas Resistentes” e recebeu militantes que falaram sobre as diversas formas de luta e resistência à ditadura civil-militar brasileira. As entrevistas foram transmitidas ao vivo pela internet. A livraria também realizou diversos lançamentos, entre eles o do escritor português Luís Leiria, “O inferno de outro mundo”, o de Rodrigo Castelo e “História da Polop”, de Leovevilgo Pereira Leal. A Livraria Antonio Gramsci fica na Cinelândia. Venha fazer uma visita! Clique aqui para saber mais.

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