Autor: Luisa Vieira

Trecho sobre regulamentação da neutralidade de rede deve ser alterado e Marco Civil da Internet só deve ir à votação semana que vem

Em reunião nesta quarta-feira (19/03) com líderes dos partidos, o governo decidiu fazer nova concessão no texto do Marco Civil da Internet que pode beneficiar as empresas de telecomunicação e prejudicar os usuários de internet. O texto original do deputado Alessandro Molon (PT-RJ) define que a neutralidade de rede seja regulamentada por decreto presidencial. Assim, por meio do decreto seria possível garantir que as empresas continuem cobrando por velocidades diferentes, como acontece hoje, mas não ofereçam pacotes de acordo com o tipo de informação que o usuário acessa. Dependendo de como for a regulamentação da neutralidade de rede, empresas provedoras de internet poderão vender pacotes com preços diferentes para usos distintos da internet. Por exemplo, um pacote para uso de e-mail com preço mais baixo e um pacote mais caro para quem acessa e-mail, redes sociais e vídeos. Isso mudaria totalmente a relação que temos com a internet hoje, tornando-a menos livre e menor democrática. | Continue lendo e veja um vídeo que explica o que pode mudar.

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[Por Marcelo Edmundo – CMP] Quem acompanha a história da violência Policial no Rio de Janeiro, sabe muito bem, o que significa o 9° BPM, (de onde eram os policiais que arrastaram Claudia) , o berço e Quartel General dos Cavalos Corredores. Só para lembrar, este é o batalhão envolvido nas Chacinas de Acari e de Vigário Geral. Portanto, não é surpresa para quem conhece esta história, a crueldade do que aconteceu e independente de qualquer outra discussão necessária, ele deve ser extinto imediatamente e seu efetivo (incluindo o comando) afastado e investigado. Claudia Silva Ferreira, a Cacau, tinha 38 anos e oito filhos. Morreu baleada e arrastada pela Polícia Militar no dia 16/03/2014.

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Vândala, eu?

[Por Claudia Santiago-NPC] A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro derrubou na noite da última terça-feira, dia 18, proposta do vereador Renato Cinco (PSOL) de conceder a maior honraria da casa, a Medalha Pedro Ernesto à Ocupação Manoel Congo. Na ocasião, disse o vereador “É essa mesma a mensagem dos vereadores do Rio de Janeiro: estuprador pode ter a medalha Pedro Ernesto. Estuprador é condenado pela Justiça e os vereadores desta Casa se recusam a cassar a medalha do estuprador. Mas o trabalhador, a trabalhadora que se organizou e, com sua luta, fez com que o Estado não fizesse nada além de cumprir sua obrigação, essas pessoas não merecem. Depois, os vereadores não sabem por que, quando junta gente lá fora, há quem tenha de sair dentro do camburão, com escolta. É porque esta Casa, mais uma vez, se revelou inimiga, inimiga do povo do Rio de Janeiro!”

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Comunicações brasileiras, um modelo a ser superado

[Por Instituto Telecom,18.03,2014] (…) Dentro da perspectiva do regime militar (instalado no Brasil há 50 anos) para convencer a sociedade de que o caminho escolhido era o melhor para todos, as (tele)comunicações tiveram papel fundamental. Daí a construção de uma infraestrutura que ligou o país de norte a sul através da Embratel e do Sistema Telebrás. Um projeto que se completou com a criação de uma rede nacional de comunicações – a Rede Globo, criada no mesmo ano da Embratel, 1965. Paradoxalmente, a um preço muito alto para a democracia, a sociedade passou a ter acesso quase universal às telecomunicações.

A redemocratização não trouxe mudanças significativas nas (tele)comunicações. O caminho escolhido foi a permanência do modelo autoritário da radiodifusão imposto há 50 anos. E se o que era ruim permaneceu, o que havia de positivo – uma rede integrada de telecomunicações -, foi destruído.O subsídio cruzado, por exemplo, que fazia com que regiões mais ricas financiassem as mais pobres, acabou. Um dos raros centros de pesquisa em telecomunicações existentes fora do eixo Europa/EUA, o CPqD, foi transformado numa fundação privada. O Sistema Telebrás, que era blue chip na Bolsa de Valores, ou seja, altamente importante para o desenvolvimento da economia nacional, foi esfacelado para viabilizar a privatização. (…)

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Vencedora do prêmio Shell critica multinacional por apoio à ditadura na Nigéria

A atriz Fernanda Azevedo, vencedora de melhor atriz da 26ª edição do Prêmio Shell pela peça “Morro como um país – cenas sobre a violência de estado”, ao receber a premiação, na terça-feira, 18 de março de 2014, disse: “Como esse prêmio tem patrocínio da Shell, eu gostaria de ler quatro linhas sobre essa empresa. O texto é de Eduardo Galeano [autor do livro ‘As Veias Abertas da América Latina’]. No início de 1995, o gerente geral da Shell na Nigéria explicou assim o apoio de sua empresa à ditadura militar nesse país: ‘Para uma empresa comercial, que se propõe a realizar investimentos, é necessário um ambiente de estabilidade. As ditaduras oferecem isso'”.

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