Autor: Luisa Vieira

A noite que durou 21 anos

O Golpe se torna vitorioso no País. Não houve quase greve nenhuma e nenhum tiro foi dado, mas a repressão, só no Rio, no dia 1º de Abril, prendeu 100 mil pessoas. Os presos foram amontoados nas delegacias e quarteis da região e muitos foram trancafiados no Estádio Mestre Ziza, no Complexo Poliesportivo Caio Martins, em Niterói. Ainda sobrou gente para encher os porões de três navios ancorados na Baía de Guanabara. Durante 21 anos, militantes de esquerda e opositores do regime serão perseguidos, presos, exilados ou assassinados pela Ditadura.

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Você já conhece a livraria Antonio Gramsci?

Se não conhece, não sabe o que está perdendo! Especializada em marxismo, comunicação e lutas dos trabalhadores, a livraria do NPC tem atraído cada vez mais militantes. Nas prateleiras estão clássicos como Marx, Lênin, Rosa Luxemburgo e, claro, Gramsci e seus intérpretes. Além das obras clássicas do pensamento marxista e da esquerda mundial, a livraria também privilegia temas como história, educação, sociologia, cidade, cultura, movimentos sociais, sindicalismo e mulheres. Professores e estudantes de licenciatura têm 10% de desconto. A coordenadora do NPC e da livraria, Claudia Santiago, explica que a loja surgiu da paixão pela leitura e pela divulgação de ideias. “Esse espaço é uma peça do grande mosaico de instrumentos da esquerda para a construção de um mundo para todos”, explica a jornalista. No ano passado, a livraria realizou o projeto “Quintas Resistentes” e recebeu militantes que falaram sobre as diversas formas de luta e resistência à ditadura civil-militar brasileira. As entrevistas foram transmitidas ao vivo pela internet. A livraria também realizou diversos lançamentos, entre eles o do escritor português Luís Leiria, “O inferno de outro mundo”, o de Rodrigo Castelo e “História da Polop”, de Leovevilgo Pereira Leal. A Livraria Antonio Gramsci fica na Cinelândia. Venha fazer uma visita! Clique aqui para saber mais.

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Brasil de Fato regional é exemplo de veículo popular

A 43ª edição do Brasil de Fato regional do Rio de Janeiro é um exemplo de jornal bonito, de qualidade, de esquerda e popular. Além de colocar na manchete desta quinta (20) o fato de Claudia Silva Ferreira ser negra a pobre e não apenas “a mulher arrastada pelo carro da polícia”, como tratou a imprensa empresarial, o jornal destaca, já na capa, uma das razões para mais esta tragédia: a militarização da cidade. Esse é o objetivo do jornal: dar ferramentas para que os leitores possam interpretar os fatos que afetam diariamente a vida dos trabalhadores e pensar sobre suas causas. A cada semana o jornal está mais bonito e se aperfeiçoando no compromisso de informar de forma simples e clara. Na pauta desta edição há também matérias sobre os 30 anos do Campo Alegre, acampamento do MST na Baixada Fluminense, entrevista sobre remoções e diversos outros assuntos. Nesta quinta-feira também Curitiba se junta a Belo Horizonte, São Paulo e Rio e passa a ter também uma versão regional do Brasil de Fato.

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