Autor: Luisa Vieira

Gravidade e Terra Firme: a humanidade entre a grandeza e a mesquinharia

Dois filmes de gêneros muito diferentes estrearam no cinema este mês. Em um, a pouca gravidade coloca seus personagens à deriva no espaço sideral. No outro, o peso de uma globalização racista e excludente arrasta centenas de pessoas para o abismo das águas. “Gravidade” é um filme de Alfonso Cuarón com Sandra Bullock e George Clooney. A bela produção tem efeitos especiais que aproveitam a tecnologia 3D de forma madura. Mas ganha interesse ainda maior se comparada a outro grande filme. Em “Terra Firme”, Emanuele Crialese mostra uma comunidade tradicional da Sicília. O modo de vida baseado na pesca está em rápida extinção. Vai dando lugar à indústria do turismo. Complicando as duas atividades, uma legislação que proíbe acolher imigrantes clandestinos vindos, principalmente, da África. | Continue lendo | Por Sérgio Domingues.

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Independentes, ninjas, alternativos, comunistas. Os jornalistas que não abandonam a notícia

Nossos herois. As manifestações de rua que vêm ocorrendo no Brasil desde junho do ano passado relevaram dois tipos de herois e heroínas. São os advogados e os jornalistas que se colocaram ao lado dos manifestantes e em defesa do direito de livre organização e manifestação política. No Rio de Janeiro têm sido incansáveis os membros do IDDH (Instituto de Defesa de Direitos Humanos) e coletivos de jornalistas como o Rio na Rua e o Mídia Ninja. Com pouquíssima estrutura, sem remuneração e com muita coragem eles estão onde as manifestações estão. Eles não são os únicos. Chegaram para juntar-se aos jovens das revistas Vírus Planetário e Fazendo Media, que também dedicam-se a contar a história cotidiana a partir do ponto de vista dos que lutam para mudar o mundo. Juntam-se ao jornal Nova Democracia e seu repórter cinematográfico Patrick Granja, que bem antes de junho de 2013 já reportava fatos relacionados com a vida do povo carioca e ocultados pela grande mídia. Veja aqui um vídeo produzido pelo jornal a Nova Democracia sobre os últimos acontecimentos no Rio de Janeiro.

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Fisenge produz livro sobre os 20 anos da entidade

A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e o NPC vão produzir um livro contando os 20 anos de história da entidade. O objetivo é documentar a história da Federação e a participação da engenharia e dos engenheiros nas principais transformações da sociedade brasileira desde a década de 30 do século passado. Resgatar a história da Fisenge é contar uma parte importante da história de lutas e mobilizações no país no período recenete. Serão produzidos mil exemplares, com distribuição em todo o Brasil entre as principais entidades e organizações ligadas à engenharia, universidades, ministérios, imprensa e outros.

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O Globo julga e condena

O Globo, em sua manchete de capa de hoje, assume ares de tribunal de exceção. Sem que haja qualquer indício ou prova, sem que tenha havido nenhum julgamento (com direito à defesa e a contraditório), o jornal taxa como vândalos os 70 manifestantes detidos nas escadarias da Câmara de Vereadores na noite da última segunda-feira. Vários relatos indicam que a polícia prendeu indiscriminadamente pessoas que estavam sentadas na escadaria, sem que houvesse nenhum flagrante de delito ou ordem judicial para tanto. Estão presas e responderão absurdamente pelo crime de formação de quadrilha, entre outros. Isso é gravíssimo em uma democracia. Mas O Globo não se preocupa com isso. Em exercício de péssimo jornalismo e editorialização moralista e sensacionalista da notícia, decreta que eram todos vândalos. Como decretou em seu editorial de 2 de abril de 1964 que o golpe militar da véspera viera para salvar a democracia. Esta capa de hoje entra para a história do jornalismo pela porta dos fundos. Vira exemplo negativo dos abusos da grande imprensa, como o já clássico caso da Escola Base em São Paulo, na década de 90 (quem não conhece ou não se lembra do caso, é só jogar no Google). | Por Diogo Coelho.

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