Autor: Luisa Vieira

Brasileiro fala sobre black blocs à rádio da Universidade Nacional de Colômbia

Os nossos black blocs ultrapassam a fronteira do País e já são objeto de interesse em outros países da América Latina. A rádio daUniversidade Nacional de Colômbia entrevistou, nesta semana, Felippe Ramos, diretor doInstituto Surear, sobre o movimento que surgiu no Brasil com as manifestações de rua de junho último. Ele faz uma avaliação sociológica sobre os jovens que estão nas ruas, com os rostos cobertos (ou protegidos), protestando contra a violência policial, segundo Ramos.

O especialista em Relações Internacionais e mestre em Sociologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), explica que os black blocs surgiram, no mundo, como uma tática de confrontação contra os agentes da ordem, no caso, a Polícia. Eles não são um movimento organizado com objetivos muito claros. No caso do Brasil, nos atos de junho último, a polícia usou de violência contra os manifestantes pacíficos. Em consequência, por meio das redes sociais, grupos juvenis se organizaram para ir às ruas para enfrentar a repressão. “É uma resposta à violência policial que aconteceu no país”, observa.

Ramos fala, ainda, sobre a inclinação política dos integrantes do movimento, dos Ninjas (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação) e também do vácuo político deixado por partidos brasileiros que se institucionalizaram e deixaram a organização orgânica dos movimentos sociais e populares.

A entrevista tem pouco mais de 10 minutos e está fácil de ser entendida mesmo que na língua espanhola. Ouça aqui. Por Rosângela Ribeiro Gil.

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FILME A doutrina do choque

No seu livro A doutrina do choque, a canadense Naomi Klein sustenta que o capital internacional aproveita, quando não promove, o caos e a catástrofe para implementar políticas de mercado e aprofundar o modelo neoliberal em diversos países. Alguns dos exemplos citados por ela são o golpe contra Allende no Chile; a invasão do Iraque e o ataque ao World Trade Center, que justificou todos os excessos nas políticas interna e externa do Bush. Neste vídeo, de pouco mais de uma hora, são apresentados os argumentos do livro, com materiais de arquivo e entrevistas com várias testemunhas desse processo. Imperdível para quem quer entender o mundo de hoje.

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LIVRO Pedrinhas miudinhas

O historiador Luiz Antonio Simas lançou recentemente o livro Pedrinhas miudinhas, que reúne 41 ensaios do autor. Alguns textos são inéditos, mas o volume contém textos publicados por Simas no jornal O Globo e também em seu blog. O fio condutor da obra está naqueles que o autor identifica como espaços fundamentais para sua formação: a rua, terreiros, botequins e rodas de samba. Os temas dos ensaios passam por esses locais e por diversas questões da cultura brasileira. Já no início do livro, o historiador identifica que o que lhe interessa são foliões anônimos, bêbados líricos, jogadores de futebol de várzea, retirantes, feirantes, devotos, pretos velhos, violeiros etc. As raízes da cultura sacro-africana, mais do que herança, aqui se apresentam como “fonte inesgotável de saber e encantamento”, conforme destaca Nei Lopes no prefácio. Para o jornalista Álvaro da Costa e Silva, que assina a orelha, o livro é “uma aula inesquecível”.

O livro está à venda na Livraria Antonio Gramsci e outras livrarias.

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