Autor: Luisa Vieira

FILME A doutrina do choque

No seu livro A doutrina do choque, a canadense Naomi Klein sustenta que o capital internacional aproveita, quando não promove, o caos e a catástrofe para implementar políticas de mercado e aprofundar o modelo neoliberal em diversos países. Alguns dos exemplos citados por ela são o golpe contra Allende no Chile; a invasão do Iraque e o ataque ao World Trade Center, que justificou todos os excessos nas políticas interna e externa do Bush. Neste vídeo, de pouco mais de uma hora, são apresentados os argumentos do livro, com materiais de arquivo e entrevistas com várias testemunhas desse processo. Imperdível para quem quer entender o mundo de hoje.

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LIVRO Pedrinhas miudinhas

O historiador Luiz Antonio Simas lançou recentemente o livro Pedrinhas miudinhas, que reúne 41 ensaios do autor. Alguns textos são inéditos, mas o volume contém textos publicados por Simas no jornal O Globo e também em seu blog. O fio condutor da obra está naqueles que o autor identifica como espaços fundamentais para sua formação: a rua, terreiros, botequins e rodas de samba. Os temas dos ensaios passam por esses locais e por diversas questões da cultura brasileira. Já no início do livro, o historiador identifica que o que lhe interessa são foliões anônimos, bêbados líricos, jogadores de futebol de várzea, retirantes, feirantes, devotos, pretos velhos, violeiros etc. As raízes da cultura sacro-africana, mais do que herança, aqui se apresentam como “fonte inesgotável de saber e encantamento”, conforme destaca Nei Lopes no prefácio. Para o jornalista Álvaro da Costa e Silva, que assina a orelha, o livro é “uma aula inesquecível”.

O livro está à venda na Livraria Antonio Gramsci e outras livrarias.

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Por Luiz Ruffato

“O que significa ser escritor num país situado na periferia do mundo, um lugar onde o termo capitalismo selvagem definitivamente não é uma metáfora? Para mim, escrever é compromisso. […] Sucumbimos à solidão e ao egoísmo e nos negamos a nós mesmos. Para me contrapor a isso escrevo: quero afetar o leitor, modificá-lo, para transformar o mundo. Trata-se de uma utopia, eu sei, mas me alimento de utopias. Porque penso que o destino último de todo ser humano deveria ser unicamente esse, o de alcançar a felicidade na Terra. Aqui e agora”.

Trecho do discurso na abertura da Feira do Livro de Frankfurt.

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