Autor: Luisa Vieira

Luis Leiria lança livro de contos na Livraria Antonio Gramsci

A Livraria Antonio Gramsci recebeu, na quarta-feira (18/9), o escritor português e editor do portal esquerda.net, Luis Leiria. Ele lançou o livro de contos “O inferno de outro mundo”, publicado pela Editora Sundermann. A coletânea reúne nove textos sobre vários temas, dentre eles a Revolução dos Cravos de Portugal, “a mais incrível experiência que vivi quando tinha 17 anos”, como contou o autor. A obra também traz contos do gênero fantástico, narrativas relacionadas ao período que o escritor viveu em São Paulo e um texto que reflete a sua paixão pelo jazz. Mais de 50 pessoas passaram pela livraria e participaram de um bate-papo com o Luis Leiria. O livro custa R$ 22. A Livraria Antonio Gramsci fica na Rua Alcindo Guanabara, 17, térreo, Cinelândia (rua da Câmara dos Vereadores), Rio de Janeiro. Informações: livraria@piratininga.org.br e (21) 2220-4623.

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Quintas Resistentes: Vito Giannotti encerra série de entrevistas sobre ditadura

No dia 12/09 o NPC encerrou a série “Quintas Resistentes” com uma entrevista sobre a resistência operária à ditadura em São Paulo. O entrevistado foi o coordenador do Núcleo, Vito Giannotti, que trabalhou durante 25 anos como metalúrgico em quase 20 fábricas de São Paulo. “Os primeiros anos foram de muita repressão para apavorar a classe operária”, lembrou. Vito contou também que os comitês de fábrica clandestinos conseguiram organizar greves sem que os sindicatos soubessem. Ele falou, ainda, da dificuldade de se manter nos empregos devido à enorme perseguição patronal e sindical e recordou a atuação de vários companheiros, como Olavo Hansen, Santo Dias, Marcos Arruda, Carlúcio, entre outros. E, como comentou Cristina Braga, que acompanhou a entrevista pela internet, Vito termina com uma declaração de amor à luta pela superação da sociedade capitalista. Desde julho NPC recebeu, na Livraria Antonio Gramsci, dez convidados para falar sobre as diversas formas de luta e resistência no período da ditadura civil-militar brasileira. Todas as entrevistas estão disponíveis em nosso site. Assista!

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Tape o nariz e preste atenção na grande mídia

Quem quer transformar a sociedade radicalmente precisa contar com a grande maioria explorada e oprimida. Só a ela interessa revolucionar tudo e se livrar dos exploradores e opressores. O problema é como convencer a grande maioria dos explorados e oprimidos de que essa mudança radical é possível. Afinal, as ideias dominantes em uma sociedade de classes são as ideias da classe dominante, como disseram Marx e Engels. O conservadorismo predomina. Não o pior tipo de conservadorismo, aquele que defende pena de morte, racismo etc. Mas a ideia de que a sociedade que temos é a única possível. Por isso, cada um deve tentar conservar o que tem. É o que Gramsci chamou de senso comum. Os revolucionários precisam conhecer este senso comum. Dialogar com ele para buscar maneiras de desmentir seus valores conformistas. Descobrir nele elementos contestadores capazes de justificar a necessidade de agir para mudar. Mas como conhecer o senso comum? Como saber o que vai na cabeça do povo? Uma das formas mais importantes é prestar atenção no que as pessoas comuns dizem. Não apenas no que fala a militância. | Por Sérgio Domingues | Continue lendo.

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Portal Comunitário é fruto de parceria entre universidade e movimentos populares de Ponta Grossa

Resultado de um projeto de extensão da Universidade Estadual de Ponta Grossa, o Portal Comunitário é produzido por estudantes de jornalismo da instituição em parceria com dezenas de grupos, entre eles associações de moradores, movimentos sociais e sindicatos. As pautas são sugeridas e acompanhadas pelos parceiros do projeto, os movimentos populares de Ponta Grossa, que ajudam também na apuração das informações. O conteúdo é feito por alunos do curso de Jornalismo da universidade. A divulgação de atividades culturais divide espaço com reportagens especiais sobre os problemas da cidade e anúncios de vaga de empregos e cursos, mesclando informação e serviço. A ideia é não só relatar, mas também problematizar os assuntos públicos. A linha editorial adotada pretende “dar visibilidade à visão de mundo e aos posicionamentos das organizações populares, às suas propostas, ideias, reivindicações e denúncias, visando à construção de poderes contra-hegemônicos”, afirma a equipe. Conheça o projeto!

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