Autor: Luisa Vieira

Sindicatos podem ajudar na construção da Rede Brasil Atual, voltada para os trabalhadores

A Rede Brasil Atual foi criada em maio de 2009 como continuidade de um projeto que reunia a Revista do Brasil e o programa de rádio Jornal dos Trabalhadores. A RBA produz matérias sobre temas como política, economia, cultura, mundo do trabalho e assuntos internacionais. Tudo é feito a partir do olhar do trabalhador, servindo como contraponto à mídia comercial. “O objetivo é proporcionar uma visão diferenciada daquela encontrada na mídia comercial e o direito de fazer, portanto, um julgamento diferenciado dos fatos cotidianos”, explica o editor Paulo Donizetti. O projeto produz informações de interesse à classe trabalhadora e conta com o apoio de diversos sindicatos, principalmente o dos Metalúrgicos do ABC e o dos Bancários de São Paulo. 32 entidades já adquirem pacotes promocionais e disponibilizam para seus sócios a revista, diretamente enviada pelo correio ou entregue por distribuição militante. Essa é a principal fonte de receita do projeto, que está convocando outros sindicatos a contribuírem também com essa iniciativa. Além das assinaturas, os sindicatos podem também participar com sugestões de pauta para o portal, rádios, jornais impressos e programação da TVT. Para apoiar ou saber mais, basta entrar em contato pelo telefone (11) 3295-2800 ou pelo e-mail claudia@revistadobrasil.net

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Programa da TV Brasil debate abordagem da TV aberta

94% da população brasileira assiste a TV aberta, mas 43% não se identifica com o que vê nas telinhas. Outros 25% acham que são retratados negativamente. Em relação aos preconceitos, há uma percepção de que as mulheres são quase sempre (19%) ou às vezes (47%) tratadas com desrespeito, assim como ocorre com os nordestinos e a população negra. Esses são os resultados de uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo, analisados no programa “Ver TV”, pelos seguintes convidados: Gustavo Venturi, professor de Sociologia da USP, que orientou a pesquisa sobre a mídia brasileira; Rachel Moreno,psicóloga e coordenadora da ONG Observatório da Mulher; e Francisco da Fonseca, professor de Ciência Política da FGV de São Paulo. O programa é apresentado pelo professor Laurindo Leal Filho, e pode ser visto pela internet. Assista!

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Programa Mais Médicos pode ser uma esperança para quem sofre com precariedade da saúde pública

O jornal “O Globo” publicou no domingo (15/9) uma matéria de três páginas sobre a fragilidade da saúde pública no Brasil, principalmente em áreas distantes das capitais do Estado. Os principais problemas são, segundo a reportagem, a falta de estrutura, a carência e o descaso de médicos e do poder público local. “No município de Amontada, a 149 quilômetros de Fortaleza, seis recém-nascidos já morreram este ano. Quem mora em Moitas, Aracatiara ou Nascente, localidades mais afastadas e ligadas ao município, sofre com falta de atenção básica e não recebe visitas de médicos ou agentes de saúde. Apesar de contar com 12 equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), nenhuma delas possuía médico”, relata a matéria. Outras denúncias envolvem os municípios de Santo Antônio de Posse (SP), onde as consultas com um médico no PSF só acontecem durante duas horas por dia; e Araci (BA), que possui apenas 12 médicos. Moradores de Marsilac, o bairro com menor renda média mensal da cidade de São Paulo, também reclamam do atendimento. Um dos postos de saúde do bairro ficou cerca de dois meses sem médico. Frente a um quadro tão precário, demonstrado pela realidade vivida em municípios das regiões Sudeste e Nordeste, a vinda de médicos estrangeiros ao Brasil representa um banho de esperança para quem sofre diariamente com essa situação. Não é à toa que o nome da matéria publicada pelo jornal O Globo é: “Os cubanos estão chegando”, a oração dos desassistidos. Leia a matéria completa feita por Marcelle Ribeiro, Letícia Lins, Janayde Gonçalves e Biaggio Talent, do jornal O Globo Online.

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População de Paty do Alferes se revolta contra PM após morte de motociclista

Paty do Alferes é uma cidade pacata da região Sul Fluminense, com cerca de 30 mil habitantes. No último final de semana, foi sacudida por um protesto de moradores que se revoltaram com a morte de uma motociclista que perdeu a direção enquanto fugia de uma perseguição de policiais na noite de sábado no bairro Arcozelo. Maria Lúcia Feijó, de 30 anos, caiu de sua moto ao passar por um quebra-molas.

Inconformadas, cerca de 500 pessoas se revoltaram contra a PM, atiraram pedras e destruíram o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO). O domingo foi marcado por novas manifestações.

Notícias como essa mostram que alguma coisa tem mudado neste Brasil.

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Testemunhas do caso Amarildo denunciam que foram pressionados

O caso Amarildo sofreu mais uma reviravolta nessa semana. Dois ex-moradores da Rocinha, testemunhas do caso, afirmaram ter sido pressionados pelo major Edson Santos para falar que o ajudante de pedreiro havia desaparecido por causa do tráfico. Santos é ex-comandante da UPP na comunidade. Agora, a Divisão de Homicídio (DH) parte para a quebra do sigilo telefônico de policiais suspeitos de participação no caso. Essa triste história parece não ter fim. O caso ganhou repercussão internacional graças à campanha que vem questionando “Cadê o Amarildo?”. Para Sento-Sé, do Laboratório de Análise da Violência da UERJ, o sumiço de Amarildo foi um golpe muito duro na política de pacificação do governo Sérgio Cabral, até então questionada apenas por defensores de direitos humanos e moradores de favelas que já sofriam violência com a presença cotidiana da polícia. Na matéria, assinada por Júlia Dias Carneiro, é feita uma reconstituição do caso a partir do drama vivido por Elizabeth Gomes da Silva, companheira de Amarildo e mãe de seus filhos. | Leia a matéria completa.

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