Autor: Luisa Vieira

Portal Comunitário é fruto de parceria entre universidade e movimentos populares de Ponta Grossa

Resultado de um projeto de extensão da Universidade Estadual de Ponta Grossa, o Portal Comunitário é produzido por estudantes de jornalismo da instituição em parceria com dezenas de grupos, entre eles associações de moradores, movimentos sociais e sindicatos. As pautas são sugeridas e acompanhadas pelos parceiros do projeto, os movimentos populares de Ponta Grossa, que ajudam também na apuração das informações. O conteúdo é feito por alunos do curso de Jornalismo da universidade. A divulgação de atividades culturais divide espaço com reportagens especiais sobre os problemas da cidade e anúncios de vaga de empregos e cursos, mesclando informação e serviço. A ideia é não só relatar, mas também problematizar os assuntos públicos. A linha editorial adotada pretende “dar visibilidade à visão de mundo e aos posicionamentos das organizações populares, às suas propostas, ideias, reivindicações e denúncias, visando à construção de poderes contra-hegemônicos”, afirma a equipe. Conheça o projeto!

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Sindicatos podem ajudar na construção da Rede Brasil Atual, voltada para os trabalhadores

A Rede Brasil Atual foi criada em maio de 2009 como continuidade de um projeto que reunia a Revista do Brasil e o programa de rádio Jornal dos Trabalhadores. A RBA produz matérias sobre temas como política, economia, cultura, mundo do trabalho e assuntos internacionais. Tudo é feito a partir do olhar do trabalhador, servindo como contraponto à mídia comercial. “O objetivo é proporcionar uma visão diferenciada daquela encontrada na mídia comercial e o direito de fazer, portanto, um julgamento diferenciado dos fatos cotidianos”, explica o editor Paulo Donizetti. O projeto produz informações de interesse à classe trabalhadora e conta com o apoio de diversos sindicatos, principalmente o dos Metalúrgicos do ABC e o dos Bancários de São Paulo. 32 entidades já adquirem pacotes promocionais e disponibilizam para seus sócios a revista, diretamente enviada pelo correio ou entregue por distribuição militante. Essa é a principal fonte de receita do projeto, que está convocando outros sindicatos a contribuírem também com essa iniciativa. Além das assinaturas, os sindicatos podem também participar com sugestões de pauta para o portal, rádios, jornais impressos e programação da TVT. Para apoiar ou saber mais, basta entrar em contato pelo telefone (11) 3295-2800 ou pelo e-mail claudia@revistadobrasil.net

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Programa da TV Brasil debate abordagem da TV aberta

94% da população brasileira assiste a TV aberta, mas 43% não se identifica com o que vê nas telinhas. Outros 25% acham que são retratados negativamente. Em relação aos preconceitos, há uma percepção de que as mulheres são quase sempre (19%) ou às vezes (47%) tratadas com desrespeito, assim como ocorre com os nordestinos e a população negra. Esses são os resultados de uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo, analisados no programa “Ver TV”, pelos seguintes convidados: Gustavo Venturi, professor de Sociologia da USP, que orientou a pesquisa sobre a mídia brasileira; Rachel Moreno,psicóloga e coordenadora da ONG Observatório da Mulher; e Francisco da Fonseca, professor de Ciência Política da FGV de São Paulo. O programa é apresentado pelo professor Laurindo Leal Filho, e pode ser visto pela internet. Assista!

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Programa Mais Médicos pode ser uma esperança para quem sofre com precariedade da saúde pública

O jornal “O Globo” publicou no domingo (15/9) uma matéria de três páginas sobre a fragilidade da saúde pública no Brasil, principalmente em áreas distantes das capitais do Estado. Os principais problemas são, segundo a reportagem, a falta de estrutura, a carência e o descaso de médicos e do poder público local. “No município de Amontada, a 149 quilômetros de Fortaleza, seis recém-nascidos já morreram este ano. Quem mora em Moitas, Aracatiara ou Nascente, localidades mais afastadas e ligadas ao município, sofre com falta de atenção básica e não recebe visitas de médicos ou agentes de saúde. Apesar de contar com 12 equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), nenhuma delas possuía médico”, relata a matéria. Outras denúncias envolvem os municípios de Santo Antônio de Posse (SP), onde as consultas com um médico no PSF só acontecem durante duas horas por dia; e Araci (BA), que possui apenas 12 médicos. Moradores de Marsilac, o bairro com menor renda média mensal da cidade de São Paulo, também reclamam do atendimento. Um dos postos de saúde do bairro ficou cerca de dois meses sem médico. Frente a um quadro tão precário, demonstrado pela realidade vivida em municípios das regiões Sudeste e Nordeste, a vinda de médicos estrangeiros ao Brasil representa um banho de esperança para quem sofre diariamente com essa situação. Não é à toa que o nome da matéria publicada pelo jornal O Globo é: “Os cubanos estão chegando”, a oração dos desassistidos. Leia a matéria completa feita por Marcelle Ribeiro, Letícia Lins, Janayde Gonçalves e Biaggio Talent, do jornal O Globo Online.

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População de Paty do Alferes se revolta contra PM após morte de motociclista

Paty do Alferes é uma cidade pacata da região Sul Fluminense, com cerca de 30 mil habitantes. No último final de semana, foi sacudida por um protesto de moradores que se revoltaram com a morte de uma motociclista que perdeu a direção enquanto fugia de uma perseguição de policiais na noite de sábado no bairro Arcozelo. Maria Lúcia Feijó, de 30 anos, caiu de sua moto ao passar por um quebra-molas.

Inconformadas, cerca de 500 pessoas se revoltaram contra a PM, atiraram pedras e destruíram o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO). O domingo foi marcado por novas manifestações.

Notícias como essa mostram que alguma coisa tem mudado neste Brasil.

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