Autor: Luisa Vieira

Pesquisa revela que quase 5 mil mulheres foram estupradas no Estado do RJ em 2012

Dados do Dossiê Mulher 2013, feito pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), mostram que o machismo ainda é uma triste realidade em nosso país. A pesquisa aponta que, só no Estado do Rio, 4.993 mulheres foram estupradas no ano de 2012. O número representa um aumento de 23,8% em relação ao ano anterior. O dado é ainda mais alarmante em caso de violência física: 58.051 foram vítimas de agressão. Ou seja: no mínimo 159 casos por dia. O dossiê revela ainda que, na maioria das vezes, essa violência é praticada por conhecidos. Em 52,2% dos casos são provocados por companheiros ou ex-companheiros.

O número revelado pela pesquisa é alto, mas pode ser ainda bem maior. Isso porque nem todas as mulheres têm coragem de denunciar, seja por medo ou por vergonha. A luta contra a violência praticada contra a mulher deve estar constantemente na pauta dos sindicatos e movimentos sociais. Acesse a pesquisa.

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Prefeito e vereadores vaiam professores em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense

O prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier (PMDB), e alguns vereadores e assessores vaiaram profissionais da rede pública de educação do município durante o desfile cívico de 7 de setembro. Isso aconteceu porque os professores da Escola Municipal Rubens Falcão decidiram acompanhar seus alunos vestidos de camisas vermelhas e de camisas do Sindicato Estadual dos Professores de Educação do Rio (Sepe). Os políticos que vaiaram os professores são os mesmos que aprovaram, este ano, um projeto de lei que acaba com as eleições de diretores de escola. “A gestão democrática em Nova Iguaçu tinha sido uma vitória política-pedagógica desta categoria desde 2006 por ser entendida como mais um instrumento da comunidade escolar em defesa de um projeto de educação pública gratuita e de qualidade”, afirma o Sepe em nota de repúdio à atitude de total desrespeito por parte dos que estavam no palanque oficial. O sindicato negocia desde o início do ano com a prefeitura melhorias de condições de trabalho, mas não tem conseguido avanços. Já o aumento do salário do prefeito, que dobrou, passando de R$ 9.500 para R$ 19.200, foi aprovado na segunda semana de seu governo.

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Trabalhadores aprovam fim da greve na Eldorado, em Barueri (SP)

Funcionários da Eldorado Indústrias Plásticas suspenderam a greve após cinco dias de paralisação e atos de protesto junto com o Sindicato Químicos Unificados. A mobilização ocorreu devido aos baixos salários, assédio moral e condições ruins de trabalho. Entre os avanços obtidos durante o processo de negociação, a empresa aceitou mudar a classificação de prensista para operador, uma das reivindicações da categoria. A Eldorado também se comprometeu a implementar mudanças em outros itens da pauta, como melhora no atendimento do Convênio Médico e a abertura de um canal de comunicação para receber denúncias. A mobilização também conquistou o café da manhã dos trabalhadores do horário administrativo. A Eldorado localiza-se em Barueri/SP, tem cerca de mil trabalhadores e é fornecedora da Toyota, Ford, General Motor, Scania, Delphi, entre outras. | As informações são do Sindicato Químicos Unificados.

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MST é recebido a tiros pelo subsecretário de segurança da Bahia

Militantes do MST foram recebidos a tiros pelo subsecretário de segurança da Bahia, Ary Pereira, na última terça (10/09), em Salvador. Em protesto na entrada da Secretaria de Segurança Pública, cerca de 300 sem terra cobravam esclarecimento sobre o assassinato do dirigente Fábio dos Santos Silva, executado quando seguia de Iguaí para Palmerinha, no interior do estado, em abril.

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Justiça e liberdade para o professor Alberto Patishtan

A jornalista Marta Molina, no seu blog RR (Reportagens sobre resistências), nos mostra a luta em Chiapas, México, pela liberdade do professor Alberto Patishtan Gómez, de origem tsotsil – povo maia do sul mexicano –, preso há 13 anos, com uma sentença de 60 anos, por um crime que não cometeu. Desde sua prisão, até hoje, descreve Molina, os esforços para garantir a sua libertação não pararam, tanto de seus advogados, de várias organizações de direitos humanos, do povo de sua cidade natal, El Bosque, nas Terras Altas de Chiapas, e de milhões de pessoas do México e do mundo. No dia 19 de junho passado, completou-se o período de 13 anos de reclusão do professor, cuja única arma era um pedaço de giz e um quadro negro. Ele foi detido quando se dirigia ao seu trabalho, numa escola da localidade onde residia. Seus captores o acusaram de pertencer a um grupo armado que, na noite de 12 de junho de 2000, emboscou um grupo de policiais num local próximo aos municípios de Simojovel e El Bosque, em Chiapas. | Por Rosângela Ribeiro Gil.

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