Autor: Luisa Vieira

Justiça e liberdade para o professor Alberto Patishtan

A jornalista Marta Molina, no seu blog RR (Reportagens sobre resistências), nos mostra a luta em Chiapas, México, pela liberdade do professor Alberto Patishtan Gómez, de origem tsotsil – povo maia do sul mexicano –, preso há 13 anos, com uma sentença de 60 anos, por um crime que não cometeu. Desde sua prisão, até hoje, descreve Molina, os esforços para garantir a sua libertação não pararam, tanto de seus advogados, de várias organizações de direitos humanos, do povo de sua cidade natal, El Bosque, nas Terras Altas de Chiapas, e de milhões de pessoas do México e do mundo. No dia 19 de junho passado, completou-se o período de 13 anos de reclusão do professor, cuja única arma era um pedaço de giz e um quadro negro. Ele foi detido quando se dirigia ao seu trabalho, numa escola da localidade onde residia. Seus captores o acusaram de pertencer a um grupo armado que, na noite de 12 de junho de 2000, emboscou um grupo de policiais num local próximo aos municípios de Simojovel e El Bosque, em Chiapas. | Por Rosângela Ribeiro Gil.

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MST promove feiras da Reforma Agrária no Rio e em Maceió

Começou na última terça (11/09), em Maceió, a 14ª edição da Feira da Reforma Agrária de Alagoas. A feira onde são comercializados os frutos da reforma agrária acontece na Praça da Faculdade e vai até o próximo sábado (14/09). No Rio de Janeiro, a feira acontece nos dias 17 e 18/9, das 9h às 19h, no Campus UFRJ da Praia Vermelha, na Urca. Além das tradicionais barracas com produtos artesanais e alimentos saudáveis, nesses dias haverá também apresentações culturais.

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Documentários e vídeos sobre os 40 anos do golpe no Chile

Neste 11 de setembro de 2013 lembramos os 40 anos do golpe que pôs fim ao governo socialista de Salvador Allende, no Chile. Eleito à frente da coalização de esquerda Unidad Popular, Allende estava promovendo uma série de medidas progressistas no país, o que atingiu em cheio os interesses da burguesia local e dos Estados Unidos. Para saber mais sobre essa história de sonhos e desgraça, seguem dicas de documentários e vídeos sobre o assunto. Nesta lista estão a trilogia “A Batalha do Chile”, de Patrício Guzman; o último discurso de Allende; e o curta-metragem “Um outro 11 de setembro”, dirigido por Ken Loach. Também estão as canções “Venceremos” e o Hino da Unidad Popular, interpretadas pelo conjunto musical Inti-Illimani.

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Exposição “Curitiba Protesta” apresenta fotos das manifestações recentes

As recentes manifestações populares que tomaram conta das ruas de todo o país são tema da exposição “Curitiba Protesta”, em cartaz no Memorial de Curitiba. Integram a mostra 60 imagens feitas por fotojornalistas que acompanharam os protestos, apresentando um recorte visual dos principais momentos dos atos que lotaram ruas e avenidas do centro da capital. “É a visão de quem esteve na linha de frente dos protestos”, diz o repórter fotográfico André Rodrigues, um dos organizadores da exposição.

Promovida pela Arfoc-PR (Associação dos Fotógrafos e Repórteres Cinematográficos do Paraná), a mostra poderá ser vista até 3 de novembro, no Salão Brasil (3º andar) do Memorial de Curitiba: Rua Claudino dos Santos, 79, Centro. Funcionamento: Terça a sexta-feira, 9h às 18h; Sábado, domingo e feriado, das 9h às 15h.

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12/9/2013: 36 anos do assassinato de Steve Biko

Steve Bantu Biko foi um conhecido ativista do movimento contra o preconceito na África do Sul, durante a década de 1960. Por sua atuação, virou símbolo da luta em defesa dos direitos humanos e contra o racismo. Foi um dos fundadores, em 1968, da Organização dos Estudantes Sul-africanos. Em 1972, tornou-se presidente honorário da Convenção dos Negros. Em março de 1973, no auge do regime de segregação racial (apartheid), foi proibido de realizar discursos. Também foi proibida a citação a qualquer de suas declarações anteriores, as feitas em discursos ou mesmo em simples conversas pessoais. Em 6 de setembro de 1977 foi preso em bloqueio rodoviário organizado pela polícia. Levado sob custódia, foi acorrentado às grades de uma janela da penitenciária durante um dia inteiro e sofreu grave traumatismo craniano. Em 11 de setembro, foi embarcado em veículo policial para transporte para outra prisão. Biko morreu durante o trajeto e a polícia alegou que a morte foi gerada pela “prolongada greve de fome empreendida pelo prisioneiro”. Ele sempre dizia que “a única condição necessária para a perpetuação da opressão é que as pessoas se omitam”. “O racismo e o capitalismo são duas faces da mesma moeda” é uma de suas frases mais célebres. Steve Biko, presente!

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