Autor: Luisa Vieira

Chacina da Maré completa dois meses

No dia 24.08 completou dois meses da chacina da Maré. Tão pouco tempo e parece que já caiu no esquecimento. Ninguém fez um santuário com flores, não saiu mais em mídia nenhuma, nem mesmo nas nossas. As capas de jornais da época que falavam da chacina só foram criminalizando e até justificando os assassinatos. Esta semana mais um jovem foi assassinado no Jacarezinho pela polícia pacificadora e a sociedade vai esquecer. O Estado e a mídia vão justificar mais uma vez este assassinato, como se coubesse qualquer tipo de justificativa em assassinar negro, pobre e favelado. Se todos que estão lá fora esquecem… Tenham certeza que os negros, pobres e favelados daqui não esquecerão, não esqueceremos, não desistiremos de lutar contra toda a opressão do Estado. | Por Gizele Martins, jornalista e moradora da Maré, no Rio de Janeiro.

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Para acabar com a ditadura da informação na Argentina

A Suprema Corte da Argentina retomou, no dia 29 de agosto último, o processo de audiência pública para tratar da “Lei de Medios”, aprovada em 2009 com o intuito de desconcentrar o mercado de radiodifusão naquele país. O Grupo Clarín criou uma disputa judicial para impedir a implantação da nova legislação, impedindo a sociedade argentina de ter meios de comunicação mais democráticos, plurais e voltados aos interesses sociais e populares. O político Luis D´Elía, em mobilização convocada para a Praça Lavalle em defesa da constitucionalidade da lei, não tem dúvida de que a “ditadura” só terminará no dia em que se acabar com o monopólio do Clarín.| Por Rosângela Ribeiro Gil | Continue lendo.

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20 anos da Chacina de Vigário Geral

Em 29 de agosto de 1993 um grupo de 50 policiais militares entrou na favela de Vigário Geral, no Rio de Janeiro, para uma ação de extermínio. Assassinaram 21 pessoas. A foto dos moradores observando os corpos de seus vizinhos é do Centro de Pesquisa e Documentação do Jornal do Brasil.

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Uma História de Amor e Fúria está disponível no Youtube

“Viver sem conhecer o passado é andar no escuro”, ensina Uma História de Amor e Fúria. Este é um filme de animação que retrata o amor entre um herói imortal e Janaína, a mulher por quem é apaixonado há 600 anos. O longa de Luiz Bolognesi ressalta quatro momentos da história de lutas do Brasil: a resistência dos índios à invasão dos colonizadores; a balaiada e a resistência dos escravos nos quilombos; a luta armada contra a ditadura civil-militar brasileira; e uma guerra fictícia em 2096 pela água, que se tornou privilégio da classe dominante. “Meus heróis não viraram estátuas, morreram lutando contra aqueles que viraram”, diz o protagonista. São exatamente esses personagens, esquecidos em nossa história, que o filme recupera.

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DOCUMENTÁRIOS abordam processos de mudança na América Latina

Uma série de filmes disponíveis na internet apresentam uma visão alternativa em relação aos processos de mudança na América Latina. Geralmente atacados pela mídia comercial, países como Bolívia, Equador, Paraguai, Argentina e Uruguai são exemplos de que nosso continente vive uma fase de transformação. A América Latina chega a ser chamada de “continente da esperança” por alguns setores da esquerda europeia. O objetivo dos filmes relacionados é contribuir para o debate sobre o atual momento do nosso continente. Nesta primeira seção, são apresentados documentários sobre a Bolívia. A seleção foi feita por Eric Fenelon, aluno do Curso de Comunicação Popular do NPC. Para conferir, basta acessar o blog do curso aqui.

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