Manifestantes ocupam a Câmara de Vereadores de Porto Alegre
Por Carlos Latuff
consulte Mais informação[Por #Pós-TV/Fora do Eixo] Toda a mídia patronal, em 1964 apoiou, queria e tramou o Golpe militar. Só o diário Última hora foi contra. A Folha de S. Paulo, que agora quer posar de democrata apoiou firmemente a ditadura empresarial-militar brasileira não apenas nas suas páginas, mas cedeu carros para agentes da repressão transportarem militantes rumo à tortura e manteve delatores em suas redações. Os outros órgãos de mídia também se envolveram com o regime de uma forma ou de outra, mas a Folha foi a “campeã”. Essa foi a questão central debatida por Alípio Freire, ex-jornalista da Folha nas décadas de 1960 e 1970, e Beatriz Kushinir, autora do livro Cães de Guarda – Jornalistas e Delatores, justamente sobre essa relação imprensa/ditadura. A entrevista foi concedida no ano passado. Assista.
consulte Mais informaçãoO autor do livro Marighella escreveu sobre a hipocrisia da mídia na maneira de tratar os mortos na chacina da polícia na Maré e a repressão aos manifestantes contra o Cabral, no bairro chique do Leblon. Seu artigo é uma aula de como age a mídia empresarial, e qual classe representa e defende. Confira.
consulte Mais informaçãoA Televisión del Sur (TeleSur) exibe, pela internet, programas diários em português. Para acessar, basta acessar o site. A TeleSur é uma rede de televisão multi-estatal que possui o lema “Nosso Norte é o Sul”. É um canal que se propõe a ser uma alternativa comunicacional para toda a América Latina, com a divulgação de notícias e produção de programas que permitam divulgar os valores, imagens e ideias do continente. A iniciativa foi do presidente Hugo Chávez, da Venezuela, que conseguiu a participação dos governos de Cuba, Argentina e Bolívia. Infelizmente o Brasil AINDA não se juntou neste esforço de comunicação contra-hegemônica do nosso continente latino-americano.
consulte Mais informaçãoHá algumas semanas a polícia fez o que quis dentro da favela da Maré. Tomou conta das ruas, mandou o comércio fechar as portas, as pessoas ficarem em casa… Usou bombas, spray, balas de borracha e balas de verdade. Deixou 10 pessoas mortas. O governo não tratou essa como uma situação limite. A cúpula da segurança pública não se pronunciou. Não foram questionados pactos ou direitos. A garantia do direito de ir e vir e mesmo do direito à vida do favelado raramente é questionado. Esse, em geral, tem que apanhar do Estado e agradecer por poder viver. Problematizar tudo que está acontecendo é muito válido. Pensar sobre o que está sendo feito e para onde se quer ir. As manifestações têm pautas definidas, mas ainda há muito trabalho a ser feito para conseguirmos trilhar um caminho concreto. [Por Luisa Santiago]
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