Categoria: De Olho Na Vida

“De perto ninguém é normal”

Artigo do psiquiatra e pesquisador do CEE-Fiocruz Paulo Amarante recupera memórias, ideias e experiências centrais da luta antimanicomial. Amarante parte da conhecida frase “De perto ninguém é normal” e revisita a trajetória de Franco Basaglia e da experiência italiana que inspirou a Reforma Psiquiátrica brasileira. O texto conecta esse legado aos desafios contemporâneos da saúde mental no Brasil e reafirma a centralidade dos direitos humanos, da atenção psicossocial e da defesa do SUS. | Leia o artigo completo.

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Complexo portuário-industrial idealizado por Eike Batista abriu 500 processos por desapropriações

[Clívia Mesquita – Brasil de Fato/RJ] Como muitos brasileiros, Noêmia Magalhães e o marido Valmir Batista, o Birica, guardaram o dinheiro de uma vida inteira de trabalho para desfrutar na terceira idade. Encontraram o refúgio ideal em São João da Barra, no norte fluminense, onde passaram a cultivar alimentos orgânicos, plantar árvores e fazer caminhadas. Assim viveu o casal por anos até a chegada do Porto do Açu, maior empreendimento portuário da América Latina, interromper o modo de vida de toda a comunidade formada por pequenas propriedades de terra.

Mais de dez anos depois, o Sítio do Birica resiste praticamente ilhado em meio a um deserto de terrenos vazios cercados com arame farpado. Um oásis verde que segue produtivo, carregado de árvores frutíferas, símbolo da persistência do casal. Aos 78 anos, dona Noêmia é uma liderança respeitada, mas sabe que a luta contra as desapropriações incomoda. Ao Brasil de Fato, a agricultora defende que “houve grilagem de terras no local”. Continue lendo.

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Fórum Grita Baixada pergunta: “A Baixada resiste…mas até quando?”

“Dois homens morreram baleados após criminosos passarem de carro, atirando em direção a um bar no bairro Miguel Couto, em Nova Iguaçu, na noite de domingo, 18 de maio”. A informação é do Fórum Grita Baixada. Levantamento feito pela organização com base em números produzidos pelo Instituto Fogo Cruzado aponta que a ausência de investimentos públicos, oportunidades econômicas e disputas entre traficantes e milicianos contribui para a frequência dos tiroteios. Só no ano de 2021 foram em média três tiroteios diários e duas chacinas por mês. Belford Roxo (183), Duque de Caxias (167) e São João de Meriti (79). Total: 630 tiroteios.

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Trabalhador senegalês é morto pela PM de São Paulo

O trabalhador ambulante senegalês Ngange Mbaye foi morto com um tiro no peito disparado pela polícia militar de São Paulo na sexta-feira, dia 11 de abril, enquanto tentava impedir que sua mercadoria fosse apreendida pelos agentes. No sábado, dia 12, centenas de imigrantes senegaleses saíram às ruas na região do Brás para protestar contra a morte. Familiares e amigos de Mbaye estavam visivelmente emocionados e outros trabalhadores senegaleses exibiam cartazes com pedidos de justiça. [Foto: Pedro Stropasolas/Brasil de Fato]

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Documentário retrata Chacina do Pau D’Arco

Em 24 de maio de 2017, policiais executaram brutalmente dez trabalhadores sem-terra que ocupavam a fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’Arco, no sul do Pará. Durante sete anos, a diretora Ana Aranha acompanhou de perto a vida de Fernando, principal testemunha da Chacina de Pau d’Arco, e do advogado do grupo, José Vargas Jr. O resultado é o documentário “Pau d’Arco”, que estreou neste sábado, 5/4, no Festival É tudo verdade!. “Pau d’Arco” é o primeiro longa-metragem de Ana Aranha, que antes dirigiu o curta “Relatos de um Correspondente da Guerra na Amazônia”, sobre o assassinato do jornalista Dom Phillips. O filme ganhou o 40º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, em 2023.

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Cesta Camponesa do MPA oferece alimentos agroecológicos no Rio de Janeiro

[Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) | 2024] Quem mora na cidade do Rio de Janeiro ou em Niterói pode ter acesso a produtos frescos e agroecológicos da Cesta Camponesa do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). A iniciativa é uma espécie de feira online de alimentos orgânicos e agroecológicos produzidos por famílias camponesas, livres de agrotóxicos e cultivados com respeito ao meio ambiente. O movimento realiza entregas duas vezes por semana, nas quartas e aos sábados. A produção é de responsabilidade de famílias agricultoras localizadas em municípios do estado do Rio de Janeiro, além de cooperativas de outros estados que integram a rede de produção e abastecimento popular do MPA. Os produtos podem ser adquiridos pelo site, de forma direta pelos consumidores, sem atravessadores.  | Saiba como fazer seu pedido!

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Aracaju só tem 4,6% de áreas ambientais protegidas por lei ou que deveriam ser protegidas

[Mangue Jornalismo| Aracaju (SE) | 2024] A cada ano, as altas temperaturas em Aracaju parecem que ficam mais altas. Quando chove, em meia hora, logo aparecem áreas alagadas. Esses são apenas alguns sinais do aprofundamento da crise climática, que é global, mas com fortíssimo componente local. As gestões do estado e de municípios, atreladas aos interesses do mercado, avançam sem limites com ações de destruição de áreas que deveriam ser protegidas.
Um dos reflexos desse ataque público e particular é que em Aracaju só tem 4,6% de áreas ambientais protegidas por lei ou que deveriam ser protegidas, o que significa apenas 7 mil hectares. Contribui para isso a existência do Plano Diretor da capital mais atrasado do Brasil. Ele foi produzido com dados de 1995 e aprovado no ano 2000. O plano deveria ter passado, por obrigação legal, por no mínimo duas revisões, mas, depois de 23 anos, isso jamais ocorreu. | Leia a matéria completa na Mangue Jornalismo.

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Arte e Revolução

Exposição com fotos de João Roberto Ripper e pinturas de Ricardo Rezende está em cartaz até o dia 29 de outubro, das 10 horas às 16 horas, no Centro Cultural da Justiça do Trabalho. O endereço é Rua Antônio Carlos, 251, Centro do Rio de Janeiro. Na mesma ocasião, ocorreu a XVII Reunião Científica Trabalho Escravo Contemporâneo e Questões Correlatas.

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Conheça a luta de Zé Maria do Tomé, assassinado por se levantar contra os efeitos dos agrotóxicos

[Por Lianne Ceará – Brasil de Fato | Limoeiro do Norte (CE)] José Maria Filho, conhecido como Zé Maria do Tomé, foi morto com 25 tiros em abril de 2010 no município de Limoeiro do Norte, interior do Ceará. Mais de 14 anos após o crime, um dos envolvidos, o réu Francisco Marcos Lima Barros foi levado a júri popular na última quarta-feira (9) e condenado a 16 anos de prisão. Zé Maria era ativista contra a pulverização aérea de agrotóxicos na localidade do Sítio Tomé, na Chapada do Apodi, desde o fim dos anos 90, quando descobriu que a causa de intoxicações na pele de sua filha era a água contaminada com pesticidas. Até hoje, esse não é um caso isolado – segundo relatório do Unicef publicado em 2022, mais da metade de crianças e adolescentes brasileiros vivem em áreas com alto risco de exposição à poluição por pesticidas. São 27,8 milhões de crianças e adolescentes expostos. Esse foi o indicador com resultado mais grave analisado pela pesquisa. | Leia a matéria completa.

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