Categoria: Memória

Livro conta história de “Mulheres e Resistências – caminhos de insubmissão nos arquivos da Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco”

Em 1931, foi criada, em Pernambuco, a Seção de Ordem Política e Social, junto com a Secretaria da Segurança Pública do estado; e, em 1934, a Inspetoria de Ordem Política e Social. Um ano depois, a Delegacia de Ordem Política e Social, a famosa DOPS, que só foi extinto em 1990, por decreto do então governador Miguel Arraes.

Lançado no final de 2025, o livro online “Mulheres e Resistências – caminhos de insubmissão nos arquivos da Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco” mergulha nos arquivos dos anos iniciais da DOPS até 1946 com um recorte original: as mulheres que foram fichadas em Pernambuco durante a ditadura do Estado Novo, os anos mais autoritários de Getúlio Vargas no poder. | Continue lendo.

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“Niterói Operária: trabalhadores, política e lutas sociais (1942-1964)” 

A professora da Educação Básica do município de Niterói e do estado do Rio de Janeiro,  Luciana Pucu Wollmann, lançou, em 2025, no Sindicato dos Operários Navais, em Niterói, o livro “Niterói Operária: trabalhadores, política e lutas sociais (1942-1964)”. Em 2021, ainda como monografia, o trabalho foi vencedor do Concurso de Monografias realizado pelo Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ). O livro é fruto da tese de doutorado desenvolvida por Luciana no Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, da Fundação Getúlio Vargas (FGV CPDOC).

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Prédio da reitoria do Colégio Pedro II é renomeado em homenagem a ex-aluno assassinado pela ditadura 

No dia 2 de dezembro, o Colégio Pedro II, tradicional instituição de ensino do Rio de Janeiro, completou 188 anos de fundação. Uma das várias atividades para comemorar a data foi a inauguração do letreiro renomeando o prédio da Reitoria, que agora passa a se chamar “Pavilhão Lincoln Bicalho Roque”. Essa é uma homenagem ao ex-aluno da instituição, que foi assassinado em 13 de março de 1973 pela ditadura civil-militar brasileira. A solenidade contou com a presença de Tatiana Roque, atual secretária municipal de Ciência e Tecnologia do Rio, filha de Lincoln. 

O que contribuiu muito para a aprovação da medida foram as pesquisas feitas pelo Projeto de Iniciação Científica Jr. “Ditadura nunca mais: o CPII enquanto espaço de memória”. O projeto é desenvolvido por estudantes do Ensino Médio do campus São Cristóvão III, sob orientação dos professores Diego Ramalho (Filosofia) e Lia Gautério (Artes Visuais).

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Já no ar o penúltimo episódio da série Nunca Mais

Transformado em fenômeno editorial, o Brasil: Nunca Mais não demoraria para despertar a ira dos militares. Principalmente depois que a imprensa passou a destacar em suas páginas as denúncias feitas pelo projeto, inclusive uma lista com 444 nomes de torturadores. Nos Estados Unidos, um jornalista não apenas publicou duas reportagens na revista New Yorker como escreveu um livro sobre o assunto e o transformou em roteiro de filme. Em pouco tempo, nada menos do que três livros foram escritos por agentes da repressão em resposta ao livro “comunista”. Agora, o “Brasil: Nunca Mais” virou alvo. NUNCA MAIS é uma série em podcast apresentada pelo Grupo Prerrogativas, produzida pela NAV Reportagens e narrada por Camilo Vannuchi. Ouça aqui!

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Memórias das favelas e periferias

O Centro de Estudos do ICICT promove, mensalmente, eventos técnico-científicos que dialogam sobre temas da informação, comunicação e saúde para toda a comunidade científica abertos a toda comunidade, sem necessidade de inscrições. A próxima sessão será na sexta-feira, dia 15/8, com a pesquisadora Palloma Menezes, que falará sobre “Produção colaborativa de conhecimentos e memórias nas favelas e periferias”. A transmissão é ao vivo pelo canal da VideoSaúde Distribuidora. Orientações pelo e-mail do programa: centrodeestudos@icict.fiocruz.br.

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O Massacre de Manguinhos

No mês que marca os 61 anos do golpe civil-militar no Brasil, o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT) indica o livro “O Massacre de Manguinhos”. A obra de Herman Lent conta um triste episódio para a ciência do país, quando dez pesquisadores da Fiocruz tiveram seus direitos cassados durante a ditadura. O livro está disponível para download gratuito na Porto Livre, portal de livros em acesso aberto coordenado pelo Icict. Acesse e confira!

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Ana Helena Tavares e a biografia de dom Balduíno

No dia 1º de janeiro de 2005 a jornalista Ana Helena Tavares compartilhou nas redes sociais o trecho final da entrevista a ela concedida por D. Tomás Balduíno, em setembro de 2012. Ana Helena está escrevendo uma biografia de D. Tomás, uma jornada que pode ser acompanhada no endereço @biografia.balduino. “Clique, aumente o som e ouça pela voz do próprio Dom Tomás”, propõe a escritora. Acesse aqui.

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1981: camponês ligado à CPT é assassinado no Pará

No dia 2 de janeiro de 1981 é assassinado o camponês José Manuel de Souza, o Zé Piau, líder de posseiros na região sul do Pará e ligado à Comissão Pastoral da Terra (CPT). A agressão a posseiros, sindicalistas, advogados e religiosos no campo fez crescer a tensão política entre a igreja católica e o governo do general presidente João Baptista Figueiredo. A crise chegaria ao auge em 13 de agosto, num confronto entre posseiros de São Geraldo do Araguaia (PA) com agentes da Polícia Federal e do Grupo Executivo de Terras do Araguaia-Tocantins (Getat), ligado ao Conselho de Segurança Nacional. Morreu no confronto um empregado da fazenda de um deputado do PDS. Os padres franceses Francisco Gouriou e Aristides Camio, ambos ligados às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), foram presos pela PF, acusados de incitar os posseiros de São Geraldo à violência. Enquadrados na Lei de Segurança Nacional, Gouriou e Camio foram condenados e ficariam na prisão por dois anos. Fonte: Memorial da Democracia

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Eneida de Villas Boas Costa de Moraes, escritora, jornalista e militante comunista

Em 23 de outubro de 1904, nasceu Eneida de Villas Boas Costa de Moraes, escritora, jornalista e militante comunista vinculada ao PCB. “A primeira vez que li o manifesto comunista de Marx e Engels, fui tomada de um entusiasmo tão grande que cada uma de suas palavras repercutia profundamente dentro de mim” (Carta Testamento – 1969).

[Por Heitor Oliveira] Foi militante comunista desde os anos 1930, quando chegou a ser presa pela repressão após o levante de 1935. Nos anos 1950 se aproxima do mundo do carnaval, se apaixonou pela Escola de Samba Salgueiro e desenvolve diversos estudos e obras sobre o tema.

Em 1965 o enredo do Salgueiro teve como tema seu livro A História do Carnaval Carioca de 1958 e em 1973 foi homenageada por sua Escola como tema do enredo. Ela morreu em 27 de Abril de 1971.

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Oficinas de conserto de trens da Great Western of Brazil, Jaboatão (PE)

No mês de setembro, a série Lugares de Memória dos Trabalhadores do portal do LEHMT/UFRJ publicou artigo de Bruno Lima sobre as oficinas de conserto de trens da Great Western of Brazil em Jaboatão, Pernambuco. A partir da década de 1910, a cidade tornou-se o maior parque de consertos ferroviários do Nordeste brasileiro, concentrando milhares de trabalhadores e suas famílias na vila operária e seus arredores. Uma importante vida comunitária e associativa foi a base para um sindicalismo atuante e para um forte apoio dos ferroviários ao Partido Comunista do Brasil (PCB) nos anos 1930. Não por acaso, o epicentro da Insurreição Comunista de 1935 em Pernambuco se deu em Jaboatão, bem como foi ali que se deu uma feroz repressão com a derrota do movimento. Apesar disso, a cidade manteria uma tradição de participação política e atuação dos ferroviários até o período da ditadura militar, quando as oficinas foram sendo paulatinamente desativadas até seu abandono total. | Confira!

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A greve dos topógrafos de 1858 no Rio de Janeiro: um marco na história trabalhista do Brasil

[Por Marcos Aurélio G Ribeiro – Historiador] A greve dos trabalhadores topógrafos de 1858 no Rio de Janeiro ocorreu em um contexto de transformação socioeconômica no Brasil. O país vivia o período do Segundo Reinado (1840-1889), sob o governo de Dom Pedro II, marcado por avanços na urbanização e modernização, especialmente nas cidades como o Rio de Janeiro, que era a capital do Império. Nesse período, o Brasil ainda era uma sociedade majoritariamente agrária, com sua economia dependente da produção e exportação de café, açúcar e outros produtos agrícolas. No entanto, o desenvolvimento das cidades começou a atrair mais trabalhadores especializados, como os topógrafos, que eram essenciais para obras de infraestrutura e o planejamento urbano. | Continue lendo.

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