Categoria: Memória

Uma biografia sincera de Raimundo Pereira

[Por Carlos Azevedo/ Outras Palavras] Em algum momento de 2013 recebi em minha casa dois estudantes de jornalismo que queriam uma entrevista. Até aí nada de novo porque é mais ou menos frequente que estudantes me procurem para se informar sobre peripécias jornalísticas que testemunhei ou das quais participei no século XX. A ambição desses dois – Julia Rabahie e Rafael Faustino, alunos de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo – era maior do que o costumeiro nessas pesquisas para trabalhos de conclusão de curso. Seu projeto era fazer uma biografia do jornalista Raimundo Rodrigues Pereira. | Continue lendo e saiba como baixar o livro “Contracorrente: a história de Raimundo Rodrigues Pereira”.

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Relator da ONU: revelações do ICL devem reabrir investigações de crimes da ditadura

[Por Jamil Chade e Juliana Dal Piva] O Relator Especial da ONU sobre a promoção da Verdade, Justiça, Reparação e Garantias de não repetição, Bernard Duhaime, afirma que as revelações feitas pela reportagem do ICL Notícias sobre novos documentos relacionados com a ditadura militar no Brasil exigem que as autoridades reabram as investigações sobre os crimes cometidos durante os anos de chumbo no país.
Desde a semana passada, o ICL Notícias vem publicando a série “Bandidos de farda” que traz documentos inéditos do arquivo secreto do coronel Cyro Etchegoyen, ex-chefe da contrainformação do Centro de Informações do Exército (CIE) na ditadura. Entre os documentos, estão manuais de cursos de interrogatório e tortura feitos por oficiais brasileiros na Inglaterra e também de vítimas dos militares desconhecidas do estado brasileiro até hoje. Também foi revelada a vigilância sobre o presidente Lula, entre 1980 e 1981. | Saiba mais.

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Cinco documentários sobre a ditadura militar brasileira

[Por Fundação Perseu Abramo] Num país em que ainda há quem tente apagar, relativizar ou distorcer os crimes cometidos pelo regime, preservar a memória é também defender a democracia no presente.  O cinema documental tem papel fundamental nessa disputa de memória. Ao recuperar histórias, denunciar silêncios e revelar os bastidores da repressão, essas obras ajudam a enfrentar a desinformação e a manter viva a verdade sobre um dos períodos mais brutais da história do Brasil. Os filmes indicados são: “Jango” (1984); “Memórias femininas na luta contra a ditadura” (2015); “O dia que durou 21 anos” (2012); “Cabra marcado para morrer” (1984); “1964: um golpe contra o Brasil” (2012). Confira a lista completa.

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21 ANOS SEM JUSTIÇA: BAIXADA FLUMINENSE ROMPE O SILÊNCIO NA PRAÇA DOS DIREITOS HUMANOS

Famílias de vítimas, movimentos sociais e defensores de direitos humanos se reúnem no dia 31 de março para não deixar o Brasil esquecer a maior chacina já registrada na história do Rio de Janeiro. No próximo 31 de março de 2026, a partir das 17 horas, a Praça dos Direitos Humanos, em Nova Iguaçu, será o centro de uma mobilização que reúne famílias de vítimas, organizações de direitos humanos, movimentos sociais, artistas e a população da Baixada Fluminense em um ato público de memória, denúncia e resistência. O evento marca os 21 anos da Chacina da Baixada Fluminense — uma das maiores chacinas já registradas na história do Rio de Janeiro — e é organizado pela Associação Fórum Grita Baixada (AFGB), pela Rede de Mães e Familiares de Vítimas de Violência de Estado da Baixada Fluminense e pela Rede de Educação Popular da Baixada Fluminense. | Saiba mais.

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Centro de Documentação e Memória da Fundação Grabois disponibiliza acervo

O Centro de Documentação e Memória da Grabois consolida-se como um dos principais guardiões da memória do movimento comunista e das lutas sociais no Brasil. Com reorganização estrutural e ampliação do acesso, o CDM disponibiliza parte significativa do acervo online e mantém consulta presencial mediante agendamento. São milhares de documentos, periódicos históricos, fotografias e materiais que ajudam a compreender 103 anos de história política.

Para acessar, basta clicar.

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Livro conta história de “Mulheres e Resistências – caminhos de insubmissão nos arquivos da Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco”

Em 1931, foi criada, em Pernambuco, a Seção de Ordem Política e Social, junto com a Secretaria da Segurança Pública do estado; e, em 1934, a Inspetoria de Ordem Política e Social. Um ano depois, a Delegacia de Ordem Política e Social, a famosa DOPS, que só foi extinto em 1990, por decreto do então governador Miguel Arraes.

Lançado no final de 2025, o livro online “Mulheres e Resistências – caminhos de insubmissão nos arquivos da Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco” mergulha nos arquivos dos anos iniciais da DOPS até 1946 com um recorte original: as mulheres que foram fichadas em Pernambuco durante a ditadura do Estado Novo, os anos mais autoritários de Getúlio Vargas no poder. | Continue lendo.

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“Niterói Operária: trabalhadores, política e lutas sociais (1942-1964)” 

A professora da Educação Básica do município de Niterói e do estado do Rio de Janeiro,  Luciana Pucu Wollmann, lançou, em 2025, no Sindicato dos Operários Navais, em Niterói, o livro “Niterói Operária: trabalhadores, política e lutas sociais (1942-1964)”. Em 2021, ainda como monografia, o trabalho foi vencedor do Concurso de Monografias realizado pelo Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ). O livro é fruto da tese de doutorado desenvolvida por Luciana no Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, da Fundação Getúlio Vargas (FGV CPDOC).

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Prédio da reitoria do Colégio Pedro II é renomeado em homenagem a ex-aluno assassinado pela ditadura 

No dia 2 de dezembro, o Colégio Pedro II, tradicional instituição de ensino do Rio de Janeiro, completou 188 anos de fundação. Uma das várias atividades para comemorar a data foi a inauguração do letreiro renomeando o prédio da Reitoria, que agora passa a se chamar “Pavilhão Lincoln Bicalho Roque”. Essa é uma homenagem ao ex-aluno da instituição, que foi assassinado em 13 de março de 1973 pela ditadura civil-militar brasileira. A solenidade contou com a presença de Tatiana Roque, atual secretária municipal de Ciência e Tecnologia do Rio, filha de Lincoln. 

O que contribuiu muito para a aprovação da medida foram as pesquisas feitas pelo Projeto de Iniciação Científica Jr. “Ditadura nunca mais: o CPII enquanto espaço de memória”. O projeto é desenvolvido por estudantes do Ensino Médio do campus São Cristóvão III, sob orientação dos professores Diego Ramalho (Filosofia) e Lia Gautério (Artes Visuais).

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Já no ar o penúltimo episódio da série Nunca Mais

Transformado em fenômeno editorial, o Brasil: Nunca Mais não demoraria para despertar a ira dos militares. Principalmente depois que a imprensa passou a destacar em suas páginas as denúncias feitas pelo projeto, inclusive uma lista com 444 nomes de torturadores. Nos Estados Unidos, um jornalista não apenas publicou duas reportagens na revista New Yorker como escreveu um livro sobre o assunto e o transformou em roteiro de filme. Em pouco tempo, nada menos do que três livros foram escritos por agentes da repressão em resposta ao livro “comunista”. Agora, o “Brasil: Nunca Mais” virou alvo. NUNCA MAIS é uma série em podcast apresentada pelo Grupo Prerrogativas, produzida pela NAV Reportagens e narrada por Camilo Vannuchi. Ouça aqui!

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Memórias das favelas e periferias

O Centro de Estudos do ICICT promove, mensalmente, eventos técnico-científicos que dialogam sobre temas da informação, comunicação e saúde para toda a comunidade científica abertos a toda comunidade, sem necessidade de inscrições. A próxima sessão será na sexta-feira, dia 15/8, com a pesquisadora Palloma Menezes, que falará sobre “Produção colaborativa de conhecimentos e memórias nas favelas e periferias”. A transmissão é ao vivo pelo canal da VideoSaúde Distribuidora. Orientações pelo e-mail do programa: centrodeestudos@icict.fiocruz.br.

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O Massacre de Manguinhos

No mês que marca os 61 anos do golpe civil-militar no Brasil, o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT) indica o livro “O Massacre de Manguinhos”. A obra de Herman Lent conta um triste episódio para a ciência do país, quando dez pesquisadores da Fiocruz tiveram seus direitos cassados durante a ditadura. O livro está disponível para download gratuito na Porto Livre, portal de livros em acesso aberto coordenado pelo Icict. Acesse e confira!

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