No dia 19 de fevereiro, em comemoração ao seu aniversário de 90 anos, a Folha de S.Paulo publicou um texto no qual assume a sua colaboração com a ditadura civil-militar que se instalou no Brasil em 1964. Sob o título “Os 90 anos da Folha em 9 atos”, o artigo de Oscar Pilagallo confessa que a empresa entregou a hoje extinta Folha da Tarde diretamente a agentes da repressão. “A partir de 1969, a Folha da Tarde alinhou-se ao esquema de repressão à luta armada, publicando manchetes que exaltavam as operações militares”. A Folha também reconhece que se submeteu à censura e às proibições do regime, “ao contrário do que fizeram o Estado, a VEJA e o carioca Jornal do Brasil, que não aceitaram a imposição e enfrentaram a censura prévia, denunciando com artifícios editoriais a ação dos censores”. Ao final, reconhece que há denúncias do uso de caminhonetes de entrega do jornal para serem usados por agentes da repressão, mas negou que a direção do jornal tinha conhecimento do uso dos carros para esses fins.

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