(Trier, 5 de maio de 1818 – Londres, 14 de março de 1883)

“(…) daß die Emanzipation der Arbeiterklasse durch die Arbeiterklasse selbst erobert werden muß”
.Na nossa língua:
“(…) que a Emancipação da Classe Trabalhadora deverá ser obra da própria Classe Trabalhadora”

(Estatuto Provisório da Associação Internacional dos Trabalhadores, outubro de 1864)

“Para levar a um bom fim as idéias, é preciso homens que coloquem em jogo uma força prática”. Pela palavra e pela ação, Karl Marx, que nasceu no dia 5 de maio de 1818, ou seja, há 188 anos, na cidade alemã de Treves, construiu uma obra que influenciaria profundamente o pensamento e a vida de milhões de homens e mulheres ao longo dos dois últimos séculos. “Ser radical é tomar as coisas pela raiz. E para o homem, a raiz é o próprio homem”.

Como referência para movimentos sociais, políticos e culturais, foi um homem que viveu com coerência os desafios de seu tempo. “A história de todas as sociedades até hoje é a história da luta de classes”.

Sempre ligado às lutas da classe trabalhadora, foi perseguido e condenado ao exílio na França, onde conheceu aquele que seria seu grande parceiro e amigo, Friedrich Engels. “Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem: não a fazem sob circunstâncias de sua escolha, e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, ligadas e transmitidas pelo passado”.

Mesmo vivendo com parcos recursos financeiros, produziu uma obra que, até os dias de hoje, se afirma como um referencial para o pensamento de político, filosófico e econômico. “A crítica não arranca das cadeias as flores ilusórias para que o homem suporte as sombrias e nuas cadeias, mas para que se desembarace delas e brotem flores vivas”.

E por compreender que o capitalismo se constituiu como um fenômeno mundial, via sua superação a partir da união dos que defendem os valores da solidariedade, da liberdade e da igualdade na luta contra a exploração e a alienação capitalista e pelo socialismo. “A burguesia…fez da dignidade pessoal um simples valor de troca e, no lugar de um sem-número de liberdades legítimas e duramente conquistadas, colocou a liberdade única, sem escrúpulos, do comércio”.

Penso que melhor do que falar do homem Marx, neste período do seu aniversario devemos aproveitar para refletir sobre alguns de seus pensamentos, de forma criativa e não dogmática, buscando a coerência entre o pensamento crítico e a ação transformadora, pois “A emancipação dos homens será obra dos próprios homens”.

(Por Renato Lima)