Foi adiado o julgamento do Recurso Extraordinário 511961, que questiona a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Mas não foi divulgada uma nova data para o julgamento. O recurso estava previsto para entrar na pauta do STF na sessão desta quarta-feira, 1º de abril. Hoje, quem não tem diploma pode trabalhar em jornalismo graças a uma liminar do ministro Gilmar Mendes, concedida em novembro de 2006.
A polêmica em torno da questão do diploma já é antiga. Conversamos com alguns jornalistas sindicais para saber a opinião deles. Valdick Oliveira, diretor de formação do Sindipetro – NF, disse ser contrário a todo e qualquer tipo de proibição. Para ele, a questão do diploma inviabilizaria a democratização da comunicação, porque restringiria a um grupo de pessoas a atividade de comunicador.
Já Fernanda Viseu, jornalista do Sindpetro –NF, é totalmente a favor do diploma. “Mas não é uma questão de defesa de mercado, o que é normalmente alegado. Para mim, essa é uma questão de compromisso, de repensar a grade curricular e mostrar que é muito grande a nossa responsabilidade e o nosso compromisso ético com a sociedade”.
Rodrigo Correia, jornalista do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), e Silvio Berengani, coordenador de imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, também dão sua opinião.