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Falta de comunicação ou falta de política?  

Publicado em 16 de março de 2017

[Por Reginaldo Moraes-NPC] Quando é escassa, a informação, em sentido amplo, dá autoridade a quem a tem. Concentrada pela escassez. Assim, em certas sociedades, domínio de certos códigos e interpretações dos fenômenos dava aos feiticeiros o governo das almas inocentes. Bem, há feiticeiros e almas inocentes em todas as sociedades. Só mudam de cara.

Quando os meios de difusão se multiplicam e “vulgarizam”, a autoridade da “fonte” diminui, dessacraliza-se. Primeiro, a fonte tradicional da informação é contestada. Depois, toda a informação, de toda e qualquer fonte, começa a ter o mesmo valor ou quase o mesmo valor – e quando é assim, toda verdade tende ao valor zero, isto é, tende a ser contestada e contestável.

Contudo, no limite, isso levaria à proliferação de guetos de verdades, articulados em torno das diversas fontes. Uma torre de babel.

A “explosão” da comunicação via tecnologias telemática é um fenômeno de poucas décadas. Ainda assim, a cada ano, ela duplica a informação disponível. Já havia e-mail e aplicações comerciais nos anos 1980. Os franceses tinham compra por Minitel. Mas os servidores de web surgiram em 1990. Os blogs são do final dessa década, quando também se generaliza a troca de música pelos MP3. Facebook é coisa de 2004. Mas isso mudou bastante a compreensão das coisas, o modo de falar e de produzir fatos.

Essa explosão e geração de múltiplas fontes e suas respectivas verdades contribui para diminuir a autoridade, mas também para aumentar a incerteza. | Continue lendo.

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Mensagem do NPC à turma do Curso de Comunicação Popular sobre quem foi Vito Giannotti  

Publicado em 16 de março de 2017

[Por Equipe NPC – 09.03.2017] Vida que transbordava. Uma torrente de água cristalina que arrastava gente que, assim como ele, gostava de viver. Tinha duas grandes paixões. A primeira, era a revolução. Lutou enquanto viveu por uma sociedade livre das amarras do capitalismo. Queria que as pessoas fossem felizes. E, por isso, fazia o bem por onde andava. | Continuar lendo.

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Leia o prefácio do livro “Padrões de manipulação na grande imprensa” do Perseu Abramo

Publicado em 8 de fevereiro de 2017

leia o livro completo clicando na capa   Prefácio do livro “Padrões de manipulação na grande imprensa” do Perseu Abramo URGENTE. LUMINOSO. INDISPENSÁVEL. Por REGINALDO MORAES* A publicação deste livro não poderia ter momento mais oportuno do que este em que a mídia opera como maestro de uma grande orquestração, a orquestração de um golpe de Estado e de uma tentativa de impor um novo regime à jovem democracia brasileira, subordinando o voto a uma espécie de superego oligárquico composto pelo triunvirato judiciário-midiático-financeiro. Os capítulos deste volume giram em torno de um pequeno e precioso ensaio analítico de Perseu Abramo. Um exercício de pensamento crítico voltado ao desvendamento das artimanhas, dos métodos e recursos do discurso manipulador. O mestre Perseu e os autores deste livro colocam diante de si o manancial de tragédias e comédias encenadas pela mídia brasileira e...

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A inclusão digital no Brasil serve ao consumo e não à cidadania

Publicado em 6 de fevereiro de 2017

[Por Marina Pita – Intervozes] Uma das belezas de a Rede Mundial de Computadores (World Wide Web) ter se consolidado em tão poucos anos é que seu criador, Tim Berners-Lee, segue vivo e trabalhando para que a internet alcance seu potencial transformador.
Berners-Lee está vivo, tem 61 anos e tem deixado bem registrado o que pensa sobre as mudanças de orientação da rede. Entre as características que ele defende é que a Web deve permanecer aberta. Mas, infelizmente, essa é uma batalha que ele – e nós – estamos perdendo para interesses corporativos e ausência de um Estado eficaz em defender os interesses de grande parte da população.
O que Berners-Lee fez, em 1989, foi juntar a ideia de hipertexto com as ideias de Protocolo de Controle de Transmissão e Sistema de Domínios e Nomes e daí nasceu a Web, uma rede, uma teia, em que os assuntos vão se interligando, criando os mais diversos percursos de conhecimento possíveis. Infinitos.
Esta Web já não é realidade para muitas pessoas. Para boa parte do mundo “em desenvolvimento”, a internet é o Facebook, conforme aponta pesquisa, e isso não está acontecendo simplesmente apenas porque as pessoas são tragadas para o “livro das caras”, mas como resultado de uma escolha política e que deve se acentuar ainda mais no próximo período. Leia o artigo completo.

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Como a mídia brasileira sustentou a escravidão

Publicado em 23 de janeiro de 2017

[Por José Tadeu Arantes, na Agência Fapesp] Em 7 de novembro de 1831, no primeiro ano do período regencial, a Assembleia Geral decretou e a Regência sancionou uma lei proibindo o tráfico de escravos africanos para o Brasil. A lei, bastante explícita em seu texto, declarava livres todos os escravos vindos de fora do Império e impunha penas bastante duras àqueles que os haviam importado. A interpretação corrente na historiografia é a de que essa lei, precedida por um tratado com a Inglaterra que impunha prazo final para o tráfico, foi feita “para inglês ver”, isto é, para acalmar a pressão externa e deixar internamente tudo na mesma.

Tal ponto de vista foi contestado pelo livro Imprensa e escravidão: política e tráfico negreiro no Império do Brasil (Rio de Janeiro, 1822-1850), de Alain El Youssef, publicado com o apoio da Fapesp. Leia o artigo completo.

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Se o Estado age como o PCC, como espera julgá-lo?

Publicado em 10 de janeiro de 2017

[Por Vladimir Safatle, para a Folha de S. Paulo] “Ali não tinha nenhum santo.” Foi com tal sentença que o governador do Amazonas veio a público comentar o massacre que ocorreu em prisão de Manaus. De fato, santo lá não havia, como, ao que tudo indica, não há em nenhum outro lugar do mundo sublunar. Os presidiários não são santos, você também não é, nem eu e muito menos o senhor governador. | Continue lendo.

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