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“Je suis Cajazeiras”

Publicado em 5 de fevereiro de 2018

[Por Sônia Meneses/ Jornal O Povo] No dia 7 de janeiro de 2015, dois atiradores, Saïd e Chérif Kouachi, mataram 12 pessoas em Paris, incluindo parte da equipe do jornal Charlie Hebdo. Aquele atentado foi considerado um dos piores que Paris havia presenciado e, imediatamente, uma gigantesca comoção mundial se fez. O clamor, a dor, a indignação tomou conta das redes sociais. No último sábado, um grupo armado metralhou um clube pobre da periferia da capital cearense, Fortaleza, e muito pouco se falou. Os mortos foram adolescentes, mulheres, alguns trabalhadores autônomos num forró. Ninguém mudou o perfil, tão pouco, empunhou algum slogan dizendo, “Je suis Cajazeiras”, “Je suis Fortaleza”… | Continue lendo.

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Julgamento de Lula: parece louco, mas é tão lúcido como Hiroshima

Publicado em 23 de janeiro de 2018

[Reginaldo C. Moraes] O que observo, antes de mais nada, é que estamos diante de qualquer coisa menos um ato de direito. O que está em curso é um julgamento estritamente político. Trata-se de produzir uma condenação a la carte. Conforme a vontade do freguês que a encomendou.

A expressão pode parecer dura, mas sua pertinência é evidenciada até mesmo pela impossibilidade de prever o resultado desse jogo. É tão incerto que mesmo os donos da bola sentem a necessidade de multiplicar pressões e manifestações extra-judiciais, midiáticas, para entusiasmar os jogadores, os três desembargadores votantes. Parece que se vê com temor qualquer resultado menor do que um puro e duro 3 x 0.

No mérito da questão – que abordo em mais detalhe no texto já indicado – o que mais me chama atenção é esta inacreditável declaração do juiz: “o réu é culpado porque não há outra narração possível para explicar os fatos”. | Leia o artigo completo.

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Facebook e seu novo algoritmo: a distopia total

Publicado em 23 de janeiro de 2018

Ao se construir uma distopia, é bem difícil deixá-la aos moldes tanto de Orwell quanto de Huxley ao mesmo tempo. Mas, com as mudanças recentemente anunciadas no feed de notícias do Facebook, Mark Zuckerberg parece ter realizado esta façanha. Os mundos assustadores de George Orwell (1984) e Aldous Huxley (Admirável mundo novo) são, de muitas maneiras, opostos simétricos. Um trata de um Estado de vigilância que controla o que as pessoas conhecem da história ao literalmente reescrever os jornais. O outro, trata do controle de seus cidadãos ao fazê-los usar uma droga dissociativa chamada soma. Em seu esforço de “melhorar” o Facebook, Zuckerberg agora tenta ambas as táticas. Ele está reduzindo o acesso dos usuários às notícias reais — no século XX, chamávamos isso de censura — ao passo que aumenta a probabilidade de você visualizar apenas as notícias terrivelmente falsas postadas por aquele seu tio maluco. Porque, oras, conteúdo postado pela família lhe faz feliz, e apenas queremos que você seja feliz, certo? | Continue lendo.

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Brasil Mulher: luta feminista por liberdade e anistia

Publicado em 5 de janeiro de 2018

[Por Lucas Estanislau e Tiago Angelo – Ópera Mundi] Corria 1975, declarado pela Organização das Nações Unidas como o Ano Internacional da Mulher. No Brasil – que vivia debaixo de forte repressão militar – grupos começam a se organizar cada vez mais em movimentos segmentados. Surge, por exemplo, o Movimento do Custo de Vida, em que grupos de mães da periferia pedem o congelamento dos preços de produtos de primeira necessidade, a criação de creches e reajuste salarial de acordo com a inflação.

É neste contexto que é criado o Brasil Mulher, um marco da luta feminista e da resistência à ditadura militar no país. | Continue lendo.

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Comunicação em tempos de golpe 

Publicado em 13 de novembro de 2017

Por Carlos Alberto Almeida  Este é, realmente, um tema muito instigante para um painel de debates entre trabalhadores, jornalistas sindicais e de movimentos sociais. Estamos vivendo, dolorosamente, a experiência de não haver organizado um sistema mais avançado, democrático e popular de mídia durante o período em que realmente muitas iniciativas poderiam haver sido tomadas. O preço aí está. Qualquer experiência de governo democrático e popular, por mais limites e imposições que sofra, não deve deixar de considerar a hipótese sempre presente, muito real, de que golpes estão permanentemente sendo tramados. Não há descanso, nem aceitação, nem respeito democrático pelas oligarquias e pelo poder imperial quando governantes como Lula ou Dilma chegam à Presidência. Recentemente tomamos conhecimento de três autocríticas de dirigentes que sofreram derrotas políticas, reconhecendo não terem adotado medidas que poderiam ter adotado para construir uma mídia própria,...

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Sobre comunicação e jornalismo, por Nilson Lage

Publicado em 27 de outubro de 2017

[Por Nilson Lage no Facebook ] Citando um texto meu de Facebook – escrito com desleixe; se imaginasse que repercutiria, teria caprichado – o redator de um site de notícias chamou-me, outro dia, de “professor de comunicação”.

Nada mais impróprio.

Dei aulas de técnicas de Jornalismo, que é meu ofício, cursei mestrado em sistemas de significação, doutorado em Linguística, dediquei-me à Semântica; tenho quatro anos de graduação (incompleta) em Medicina, outro tanto (completado) em Letras; li muitos textos sobre lógica e teorias da mente (psicanálise, reflexos); escrevi sobre História, controle de opinião pública e ideologia; lecionei em pós-graduação de Linguística, Engenharia de Gestão do Conhecimento e Jornalismo.

Comunicação, produto da guerra fria, é uma área de conhecimento inconsistente que tomou para si práticas sociais de mediação tecnológica (jornalismo, publicidade, cinema, relações-públicas) e enfiou na mochila das “ciências sociais aplicadas” – onde, aliás, cabe quase tudo. | Continue lendo.

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