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Comunicação em tempos de golpe 

Publicado em 13 de novembro de 2017

Por Carlos Alberto Almeida  Este é, realmente, um tema muito instigante para um painel de debates entre trabalhadores, jornalistas sindicais e de movimentos sociais. Estamos vivendo, dolorosamente, a experiência de não haver organizado um sistema mais avançado, democrático e popular de mídia durante o período em que realmente muitas iniciativas poderiam haver sido tomadas. O preço aí está. Qualquer experiência de governo democrático e popular, por mais limites e imposições que sofra, não deve deixar de considerar a hipótese sempre presente, muito real, de que golpes estão permanentemente sendo tramados. Não há descanso, nem aceitação, nem respeito democrático pelas oligarquias e pelo poder imperial quando governantes como Lula ou Dilma chegam à Presidência. Recentemente tomamos conhecimento de três autocríticas de dirigentes que sofreram derrotas políticas, reconhecendo não terem adotado medidas que poderiam ter adotado para construir uma mídia própria,...

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Sobre comunicação e jornalismo, por Nilson Lage

Publicado em 27 de outubro de 2017

[Por Nilson Lage no Facebook ] Citando um texto meu de Facebook – escrito com desleixe; se imaginasse que repercutiria, teria caprichado – o redator de um site de notícias chamou-me, outro dia, de “professor de comunicação”.

Nada mais impróprio.

Dei aulas de técnicas de Jornalismo, que é meu ofício, cursei mestrado em sistemas de significação, doutorado em Linguística, dediquei-me à Semântica; tenho quatro anos de graduação (incompleta) em Medicina, outro tanto (completado) em Letras; li muitos textos sobre lógica e teorias da mente (psicanálise, reflexos); escrevi sobre História, controle de opinião pública e ideologia; lecionei em pós-graduação de Linguística, Engenharia de Gestão do Conhecimento e Jornalismo.

Comunicação, produto da guerra fria, é uma área de conhecimento inconsistente que tomou para si práticas sociais de mediação tecnológica (jornalismo, publicidade, cinema, relações-públicas) e enfiou na mochila das “ciências sociais aplicadas” – onde, aliás, cabe quase tudo. | Continue lendo.

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O jogo da exploração: luta de classes em cenário pós-industrial

Publicado em 5 de outubro de 2017

[Por Marcio Pochamnn – 3.10.17] A passividade das ruas e a apatia dos brasileiros têm sido identificadas por acomodação das lutas de classe. A prevalência de um presidente tão impopular, envolvido por diversos escândalos de corrupção e impositor de reformas que mesmo rejeitadas avançam pela troca de votos parlamentares por privilégios das verbas e cargos públicos, não valida, contudo, tal compreensão. | Leia o artigo completo.

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A concentração dos meios de comunicação como uma barreira para a democracia

Publicado em 22 de setembro de 2017

[Emílio Pio/FNDC] A concentração dos meios de comunicação é uma das barreiras enfrentadas pela democracia do Brasil. A mídia tradicional é controlada por conglomerados empresariais que estão ligados não somente a interesses editoriais, mas também a interesses privados de uma elite influente.

De acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia 2016, realizada pela Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República), a TV é o meio de comunicação mais acessado pelos entrevistados, sendo mencionada pela quase totalidade da amostra. Pouco mais de três quartos dos entrevistados assistem TV todos os dias da semana. As emissoras da TV aberta são as mais assistidas, principalmente a Rede Globo. Aproximadamente 73% dos entrevistados afirmaram assistir a TV Globo.

Por volta de um em cada três respondentes afirma ler jornal. Apesar do recente crescimento de meios digitais e novas mídias, a principal fonte de informação da maioria da população brasileira sobre política nacional continua sendo os jornais da mídia tradicional. O Globo e a Folha de São Paulo são os jornais mais lidos do país. Apenas 26% da população afirmam se informar sobre o que acontece no Brasil pela internet. | Continue lendo.

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Controle de emissoras de rádio favorece políticos, indica pesquisa

Publicado em 6 de setembro de 2017

[Pulsar Brasil] O uso político de emissoras de rádio no Brasil é quase tão antigo quanto o próprio rádio. Hoje, quase 100 anos depois da inauguração no país, ao menos 40 emissoras de rádio e TV ainda são controladas por senadores ou deputados federais. Mas se, no nível nacional, a grande presença de políticos entre os proprietários de meios de comunicação é ao menos denunciada, pelo fato de desrespeitar diretamente a Constituição, no nível municipal a prática, ainda mais evidente, se banalizou.

Nas últimas eleições municipais, no ano passado, exatos 216 proprietários de emissoras locais de rádio (FM) se candidataram a prefeito. Desses, 94 saíram vencedores nas urnas. | Continue lendo!

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Controle de emissoras de rádio favorece políticos, indica pesquisa

Publicado em 30 de agosto de 2017

[Pulsar Brasil] O uso político de emissoras de rádio no Brasil é quase tão antigo quanto o próprio rádio. Hoje, quase 100 anos depois da inauguração no país, ao menos 40 emissoras de rádio e TV ainda são controladas por senadores ou deputados federais. Mas se, no nível nacional, a grande presença de políticos entre os proprietários de meios de comunicação é ao menos denunciada, pelo fato de desrespeitar diretamente a Constituição, no nível municipal a prática, ainda mais evidente, se banalizou. Nas últimas eleições municipais, no ano passado, exatos 216 proprietários de emissoras locais de rádio (FM) se candidataram a prefeito. Desses, 94 saíram vencedores nas urnas. Entre os eleitos, alguns são conhecidos como “coronéis” da mídia: ACM Neto, eleito em Salvador, na Bahia, e proprietário, entre outras, da Rádio 91 FM; Humberto Souto, deputado federal por sete...

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