Autor: Luisa Vieira

Filho de Miriam Leitão e jornalista da Globo, Vladimir Netto, orientou Dallagnol sobre condução coercitiva de Lula

Revelações do site The Intercept comprovam as relações espúrias entre jornalistas das organizações Globo e procuradores da Lava Jato, em especial Deltan  Dallagnol, agora ex-deputado federal cassado pelo TSE. Vale a pena reler a reportagem do editor Plinio Teodoro na Revista Forum, publicada há dois anos, para nos darmos conta de quanto tudo era meticulosamente planejado com a grande mídia para colocar a opinião pública a favor da criminalização da política e das ilegalidades que se praticavam sob pretexto de combater a corrupção. Em um diálogo publicado pelo site, o jornalista Vladimir Netto, filho de Miriam Leitão, que cobria a Lava Jato pela Globo, orienta Dallagnol a como agir na condução coercitiva do ex-presidente Lula no dia 4 de março de 2016. Dallagnol pergunta a Netto se deveria se pronunciar, emitindo nota sobre a operação. É aconselhado a não fazê-lo: “Não vejo o q vcs poderiam ganhar com isso”. | Continue lendo.

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Na luta por direitos: livro sobre a história do sindicalismo no Brasil é relançado em versão digital

Uma ótima notícia para a classe trabalhadora: o livro “Na luta por direitos. Estudos recentes em história social do trabalho” de Alexandre Fortes, Antonio Luigi Negro, Fernando Teixeira da Silva, Hélio da Costa e Paulo Fontes está agora disponível ao público em edição, eletrônica, integrando a coleção “Sebo Eletrônico” editada pelo CECULT/Unicamp.  A obra, lançada em 1999, estava há muitos anos esgotada. “Na Luta por direitos” representa a retomada e renovação dos estudos sobre história social do trabalho no Brasil. O livro é uma contribuição fundamental para repensar o lugar dos trabalhadores na era do nacional-desenvolvimentismo. Os autores enfatizam como, mesmo diante das limitações impostas pela estrutura sindical e pela repressão policial e empresarial, a agência e a capacidade de atuação política dos trabalhadores em suas lutas por reconhecimento, dignidade e direitos constituem uma parte fundamental da história brasileira naquele período. | Veja mais.

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Cruzando o deserto verde

Sugerimos esta semana o documentário “Cruzando o Deserto Verde”, do roteirista e diretor capixaba Ricardo Sá, sobre as terríveis consequências do cultivo do eucalipto nas regiões do norte do Espírito Santo e sul da Bahia. A vilã da história é a Aracruz Celulose, que no início dos anos 2000 era a maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto. Em 2009, Aracruz Celulose e Votorantim Celulose e Papel se unem para formar outra gigante do setor: Fibria, com fábricas em Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, São Paulo e Bahia. | Continue lendo e acesse o documentário.

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Programa MEMOV da UFRJ resgata memória das lutas camponesas no Brasil

O Programa de Memória dos Movimentos Sociais (MEMOV) do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ (CBAE- UFRJ) resgata e preserva as experiências de organização e atuação de camponeses e trabalhadores rurais através da coleção “Memória Camponesa”. O acervo é constituído por documentação audiovisual, textual e iconográfica produzida no contexto de diversas iniciativas de promoção do registro, divulgação e reflexão sobre a presença social, política, econômica e cultural das trabalhadoras e trabalhadores rurais no Brasil. Conforme esclarece o MEMOV, a iniciativa é uma demanda dos trabalhadores e trabalhadoras rurais diante dos desafios de se preservar a documentação e os registros existentes. | Leia mais e acesse a coleção.

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Relatório da CPT mostra que agronegócio e latifúndio são responsáveis pela violência no campo

O latifúndio e empresas do agronegócio são os grandes responsáveis pela violência no campo no Brasil. É o que conclui o Relatório Conflitos no Campo Brasil 2022, publicado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), no mês de maio. O estudo mostra que 96,4% das 1.946 ações violentas foram cometidas por eles contra comunidades indígenas, quilombolas e trabalhadores sem-terra. Foram registradas 2.018 ocorrências de conflitos no campo, envolvendo 909.450 pessoas, das quais 47 perderam a vida.  A CPT constata ainda que a violência avança conforme também avança a fronteira agrícola e mineral, a concentração fundiária, o racismo ambiental e as injustiças. De acordo com o Relatório, observa-se um crescimento do número de ocorrências de violência, enquanto recua as ações de ocupação/retomada e acampamento, sobretudo após o golpe contra Dilma Rousseff em 2016. | Continue lendo e acesse o relatório.

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