Autor: Luisa Vieira

Por que a primeira-ministra da Nova Zelândia decidiu nunca pronunciar nome do atirador

[Com informações da BBC] Em discurso emocionado no Parlamento da Nova Zelândia, a primeira-ministra do país, Jacinda Ardern, anunciou que nunca dirá o nome do atirador que matou 50 pessoas em duas mesquitas na cidade de Christchurch. “Ele buscou muitas coisas em seu ato de terror, entre delas a notoriedade – é por isso que você nunca me ouvirá mencionar seu nome”, disse. Com 38 anos, a política progressista tem recebido apoio dentro e fora do país pelas declarações e medidas pós-ataque. Ela também decidiu desafiar o lobby de armas no país, proibindo todas as armas semiautomáticas e todos os fuzis de assalto. Ela afirmou ainda, em entrevista à BBC, que sente a responsabilidade de combater os discursos de ódio não apenas em seu país, mas em outros. “Se quisermos garantir globalmente que somos um mundo seguro e tolerante e inclusivo, não podemos pensar sobre isso em termos de fronteiras”, afirmou Jacinda Ardern em entrevista à BBC, uma de suas primeiras após o atentado no último dia 15.

consulte Mais informação

11 de março de 1822: nascimento de Maria Firmina dos Reis

A maranhense Maria Firmina dos Reis é considerada a primeira mulher a escrever um romance no Brasil, além de ser pioneira na crítica à escravidão. Nasceu em 1825, em São Luís, e faleceu em 1917, com 92 anos. Negra, publicou, em 1859, a obra “Úrsula”, de tom abolicionista com uma inédita humanização dos negros escravizados. Uma das personagens principais da obra é Susana, uma negra que, ao contar de seu cativeiro, opina: “É horrível lembrar que criaturas humanas tratem a seus semelhantes assim e que não lhes doa a consciência de levá-los à sepultura asfixiados e famintos!”. | Continue lendo.

consulte Mais informação

Alameda lança livro sobre a história das crianças sequestradas pela ditadura

A Alameda Editorial e o Instituto Herzog lançam, em abril, o livro “Cativeiro sem fim: as histórias dos bebês, crianças e adolescentes sequestrados pela ditadura militar no Brasil”. A obra contém relatos de sequestros e desaparecimentos forçados de crianças e adolescentes, praticados por agentes da repressão aos movimentos de resistência à ditadura brasileira (1964-1985). O autor, o jornalista Eduardo Reina, demonstra o crime praticado pelo Estado contra a humanidade. No dizer do próprio autor do livro, praticou-se “o desaparecimento e o desaparecimento do desaparecimento”, o que colocou as vítimas em um “cativeiro sem fim”. A obra coloca-se, portanto, a serviço da Memória, da Verdade e da Justiça. O prefácio é de Caco Barcellos. O livro está em pré-venda, com envios a partir de 5 de abril.

consulte Mais informação

Pin It on Pinterest