Autor: Luisa Vieira

Militantes criam site “A verdade sobre Marielle”  

No dia 14 de março, Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, foi assassinada a tiros junto com Anderson Gomes, seu motorista, quando voltava de um evento com jovens negras. A dor da sua morte e de tudo o que ela simbolizava desencadeou homenagens emocionadas em redes sociais e grandes manifestações nas ruas pelo Brasil e no mundo. Mas também gerou uma série de acusações falsas sobre a sua história e sua atuação que estão sendo espalhadas principalmente pela internet. Para rebater a essas histórias falsas, foi criado o site “A verdade sobre Marielle”. Acesse e compartilhe: https://www.mariellefranco.com.br/averdade.

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O dia em que a Globo falou a verdade

[Por Emílio Azevedo/NPC-MA] Marielle Franco veio ao mundo para fazer história. Ontem, dia 18 de março de 2018, um domingo, a TV Globo, através do programa Fantástico, falou a verdade sobre a vereadora de esquerda assassinada quatro dias antes.

Estamos falando da mesma Globo que é filha do fascismo, que foi criada com o apoio total da ditadura anticomunista instalada no Brasil a partir de 1964, que é porta voz do famigerado neoliberalismo, que é avalista do recente golpe ocorrido no país, incluindo todas as reformas que tiram direitos dos trabalhadores. É a Globo, o império de comunicação dos Marinho, conhecida por seu total engajamento à direita e pela omissão e manipulação de informações.

Mas, nesse domingo especificamente, 18 de março de 2018, com o país chocado com o crime ocorrido no centro do Rio de Janeiro e com milhares de pessoas cada vez mais apaixonadas pelo inesgotável carisma e autenticidade de Marielle, a Globo optou por falar a verdade. E fez isso, entre outras coisas, por conta da absoluta autoridade moral da vereadora assassinada, além da profunda identidade que essa mesma vereadora tem com a maioria do povo brasileiro. | Continue lendo.

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Estratégia leviana do jornal ‘O Globo’

[Por Leandro Uchoas/Publicado no Facebook] A capa do jornal “O Globo” de hoje (segunda, 19 de março) confirma a estratégia da maior corporação midiática brasileira de utilizar o atentado político contra Marielle e o PSOL para fazer propaganda da Intervenção. O jornal coloca, lado a lado, uma foto da manifestação por Marielle e um texto sobre o aumento de recursos para a Intervenção Militar. A estratégia é leviana principalmente porque Marielle e o PSOL foram contra a Intervenção desde o início. | Continue lendo.

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Manipulam nossa percepção para controlar nosso comportamento

[Por Reginaldo Moraes-NPC] A rede Globo tenta fazer com a morte de Marielle Franco aquilo que fez, com sucesso, em 2013: capturar uma manifestação de esquerda, injetar energia de direita e redirecionar tudo para o roteiro que havia escolhido. Em 2013, foi muito bem sucedida. Uma semana de manifestações de esquerda viraram gigantescas manifestações ultraconservadoras, com direito a espancamento de gente de esquerda ou gente que simplesmente se enganou e saiu com uma camisa vermelha. Muitos de nós não viram isso na ocasião e, pior, alguns continuam não vendo. Pagamos o preço. Muitos também não viram ou não quiseram ver que havia um golpe em andamento. Negaram até o último momento, depois se “conformaram” com o fato aparente de se tratar “apenas” da retirada de uma presidenta.
Agora temos esse assassinato. Para alguns causa revolta e para outros provoca terror.
(…)
Só nestes últimos meses foram assassinados quase trinta ativistas de movimentos sociais. Muitos, como Márcio do MST na Bahia, ou Marielle do PSOL, no Rio. E outros vinte e tantos. E o ano mal começou. Não é acaso, é parte do processo de “higienização” do golpe. E parte de sua estratégia de meter medo e acostumar ao silêncio. Se isso pega, começar a criar liga e confiança no direitismo difuso e desorganizado que hoje se manifesta em mensagens caluniosas atacando a reputação de Marielle. Mas amanhã pode ser transformar em grupo organizado para fazer pior. Se não enxergamos isso, vamos ser engolidos, fatia por fatia, porque essa é a famosa estratégia hitlerista: cortar os inimigos feito salame. O assassinato de Marielle foi mais do que um atentado contra uma vereadora do Psol, uma militante negra, favelada e lésbica, tudo o que os conservadores odeiam. Foi tudo isso – e foi uma mensagem clara: calem a boca, vocês todos. | Leia o texto completo.

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