Autor: Luisa Vieira

FNDC: em defesa da democracia nas comunicações e no Brasil

Em 2016, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) completa 25 anos de atuação em defesa do direito à comunicação e na luta por diversidade e pluralidade na mídia brasileira. Para marcar esse momento, foi realizado um Ato Político em Defesa da Democracia nas Comunicações e no Brasil, ontem, dia 18. Participaram parlamentares, dirigentes políticos, representantes de movimentos populares, artistas, intelectuais e ativistas.

Na ocasião, foi lançada a campanha Calar Jamais, iniciativa que tem o objetivo de denunciar uma série de violações à liberdade de expressão que tem se intensificado no país, especialmente ao longo do último período. Da repressão a protestos de rua à censura privada ou judicial a conteúdo nas redes sociais, passando pela violência contra comunicadores, pelo desmonte da comunicação pública e o cerceamento a vozes dissonantes dentro e fora das redações, a campanha contará com uma plataforma virtual para receber e apurar as mais diversas denúncias desse tipo. O resultado será amplamente divulgado e enviado para as autoridades competentes – dentro e fora do Brasil.

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Nova novela da Globo diz que regulação da mídia significa censura

O Intervozes chamou a atenção para um episódio da novela “A Lei do Amor”, que estreou recentemente na Globo. Em uma cena, o jornalista Élio é ameaçado caso publique alguma linha sobre a família de Magnólia. Ele, então, questiona se a “regulação da mídia” havia sido aprovada, insinuando que tal medida representa censura. Como o próprio Intervozes divulgou em suas redes, na verdade, a regulação da mídia garante a liberdade de expressão. O monopólio das comunicações é que representa censura. Assista à cena.

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Por que estamos presos?

José Valdir Misnerovicz e Luiz Batista Borges, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Goiás, foram presos há alguns meses com base na lei de organizações criminosas. Na véspera do julgamento do pedido de habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal, Misnerovicz escreve uma carta para toda a militância e para o resto da sociedade na qual pergunta e responde: “Por que estamos presos?”. Confira na íntegra.

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Ação do Estado foi fundamental para que furacão não deixasse nenhum morto em Cuba

[Por Tereza Cruvinel/ Brasil 247] Num momento em que o Brasil volta a cultuar o Estado mínimo, alguma coisa podemos aprender com a passagem do furacão Mathew. O Haiti foi devastado, mais de mil pessoas morreram, sem contar as vítimas fatais e os desabrigados em toda a América Central e nos Estados Unidos. Sabem quantas pessoas morreram em Cuba? Nenhuma. A diferença: a ação do Estado. Isso não saiu na mídia e muito menos nas agências americanas de notícias. | Continue lendo.

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Jornalista da Maré, Gizele Martins quer que nova agenda urbana da ONU garanta direito à vida de populações faveladas

Favelas já existem há mais de cem anos no Rio de Janeiro, mas seus habitantes ainda não têm direito pleno à moradia e a maioria não tem registro de suas residências. Nas comunidades, estão vulneráveis à violência do Estado e às consequências de iniciativas de desenvolvimento que não incluem os moradores nos processos de decisão. O alerta é da jornalista carioca e moradora do Morro do Timbau, no Complexo da Maré, Gizele Martins, que representou a sociedade civil brasileira na Terceira Conferência da ONU sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável, a Habitat III.

O evento foi realizado de domingo (16) a quinta-feira (20). Ao final, os países-membros da ONU adotam um compromisso por políticas urbanas mais inclusivas e sustentáveis. Uma das pautas discutidas por Gizele em painel sobre projetos de urbanização em megacidades são as remoções de populações faveladas na capital fluminense e a militarização da vida em comunidade em anos recentes. Ela ressaltou que, de 2009 a junho de 2106, 77 mil pessoas foram removidas de comunidades da cidade, conforme os dados da campanha “Rio 2016, os Jogos da Exclusão”. “Favelas foram retiradas de espaços mais ricos como a Barra da Tijuca para dar lugar a vias expressas e instalações esportivas”, denuncia Gizele, que trabalha com comunicação comunitária e capacitação de jovens sobre cultura e história das comunidades.

Voa, Gizele!

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