Autor: Luisa Vieira

Quinta (17/11), 9h30 às 13h: Os donos da mídia e suas ramificações 

Há alguns anos, nós, do NPC, temos estimulado que os trabalhadores desenvolvam seus próprios meios de comunicação, para poder fazer frente aos de maior alcance. Estes, como sabemos, são dominados por apenas algumas famílias, comprometidas com os interesses dos patrões e do capital. É por isso que há pouquíssima diversidade na programação tradicional, a qual tem colaborado com a opressão e ataques de direitos. Essa concentração também faz com que os mais pobres sejam transformados em criminosos e os trabalhadores sejam tratados com descaso. Para refletir sobre quem são os donos da mídia, hoje, e seus efeitos, convidamos os professores de comunicação Eduardo Granja Coutinho (UFRJ), além de Gilberto Maringoni (Cásper Líbero) e Venício Lima (UNB), cujas contribuições foram muito importantes em outras edições do curso anual.

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Quinta (17/11), 14h às 16h: O uso da internet na resistência ao golpe de 2016

Devido à concentração dos meios de comunicação, a internet tem se apresentado como um campo mais aberto à circulação de informações variadas. Por ela, é possível ter acesso e divulgar pensamentos alternativos aos que aparecem nos meios tradicionais. Muitas pessoas que não concordavam com o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff recorreram às redes sociais para denunciar o golpe em andamento, o que, como sabemos, não teve o sucesso esperado. Para refletir sobre o uso da internet na resistência ao golpe, os acertos e os erros, estarão presentes o ex-deputado e primeiro presidente da Comissão Estadual da Verdades de São Paulo, Adriano Diogo; o jornalista e editor da “Revista do Brasil”, Paulo Donizetti; e a jornalista, diretora do Centro de Estudos Barão de Itararé e coordenadora do FNDC, Renata Mielli.

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Quinta (17/11), 16h às 18h: A televisão no Brasil 

Apesar das possibilidades da disputa de opiniões colocadas pela internet, sabemos como a televisão ainda tem um imenso poder para formar corações e mentes em nosso país. Novelas, telejornais, séries e programas variados, como os de auditório, os policiais e até os de culinária, são campeões de audiência. Na maioria das vezes, eles servem para reproduzir preconceitos e formas violentas de pensar e agir. Um dos canais de TV aberta que apresenta uma alternativa a esse contexto é a TV Brasil, canal que, no entanto, vem sendo atacado de diversas formas pelo atual governo. Para pensar sobre o poder da Televisão no Brasil hoje e como a esquerda pode se apropriar dela, convidamos a escritora, professora e filósofa Márcia Tiburi, autora de “Como Conversar com um fascista” (Record, 2015); e Laurindo Leal Filho, professor da USP, diretor e apresentador do programa VerTV, da TV Brasil.

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Sexta (18/11), das 9h às 13h: As batalhas da mídia – de 1964 a 2016  

Nesta mesa, contaremos com a presença de professores e pesquisadores que falarão sobre o papel da mídia nos golpes de 1964 e 2016, além de sua defesa incontestável do neoliberalismo. Para pensar sobre o apoio, a consolidação e a criação de um pensamento favorável aos golpes ontem e hoje, foram convidados o professor e pesquisador Nilson Lage, uma das principais referências do estudo de jornalismo no Brasil, que atualmente atua na UFSC; o professor João Braga Areas, autor do livro “As batalhas de O Globo”, no qual nos inspiramos para escolher o título dessa mesa; Francisco Fonseca, professor da FGV em São Paulo que se tem debruçado sobre o estudo das políticas públicas, liberalismo, democracia, hegemonia e imprensa no Brasil; e, por fim, Luis Felipe Miguel, professor da UNB, onde coordena o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê).

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Sexta (18/11), das 14h às 16h: O jornalismo na comunicação sindical e disputa de hegemonia

O NPC foi criado com o objetivo de estimular, valorizar e conscientizar dirigentes sindicais para a importância da comunicação sindical na defesa dos direitos dos trabalhadores. Por isso, em todas as edições do curso anual temos dedicado um momento para apresentar o que se tem produzido nessa área hoje. Jornais, revistas, blogs, sites, redes sociais, rádio e TV têm sido as ferramentas utilizadas pelos sindicatos para se comunicar com a categoria a respeito de suas questões específicas e de temas referentes à cidade, ao país e ao mundo. Nessa mesa, conheceremos melhor as ideias sobre comunicação sindical e o que tem sido posto em prática. Estarão presentes a jornalista e professora de história Claudia Santiago, criadora do NPC; o professor Joel Almeida, ex-presidente e atual diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Sergipe (Sintese); o jornalista e diretor de comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região (Sindmeta – SJC), Herbert Claros; e o pesquisador e coordenador de comunicação do Sindicato dos Comerciários, Luis Henrique Nascimento. Esperamos que as iniciativas apresentadas sirvam de inspiração aos demais sindicatos presentes.

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