Autor: Luisa Vieira

Veja não tenta nem disfarçar

Em suas edições na semana em que se completaram 50 anos do golpe civil-militar, as revistas semanais brasileiras tiveram comportamento diversos. Carta Capital produziu uma importante recuperação histórica. Época e Isto É fizeram críticas ao golpe com capas leves, daquelas que dizem sem muita certeza. Época optou pelo enigmático título “1964: o ano que não terminou” e Isto É apelou para a destruição da família do presidente João Goulart. O que significa a destruição de uma família perto das milhões de vidas que a ditadura direta ou indiretamente dizimou? Mas Veja foi fiel ao Consenso de Washington. Destoando com sua capa em cores fortes e alegres, enquanto as outras vieram em preto e branco, Veja, a revista que joga contra os interesses não do povo, já que outras fazem, mas da nação, estampa: “Por que quando Dima cai a bolsa sobe?” Para entender a relação da revista Veja com a ditadura militar leia o livro “O castelo de ambar”, de Mino Carta.

consulte Mais informação

Editoriais de Folha e Estadão tentam justificar golpe

[Por Alexandre Haubrich – Jornalismo B] As mudanças sociais positivas nunca são acompanhadas em igual ritmo por todos os setores da sociedade em transformação. Faz parte da dinâmica que alguns setores sejam mais atrasados, ou por um nível mais elevado de alienação ou por apego reacionário às relações anteriormente estabelecidas. No caso da sociedade brasileira, com o modelo de comunicação tal como é, a mídia dominante é um desses setores constantemente aferrados ao que já começa a ser transformado e superado. O faz por um ideário conservador que impregna sua construção e por sua própria natureza ligada ideológica e financeiramente às velhas oligarquias. Nestas vésperas dos 50 anos do golpe midiático-civil-militar que derrubou o presidente João Goulart, Folha de S. Paulo e Estadão publicaram editoriais que corroboram essa prática reacionária. O editorial “1964″, da Folha, foi publicado no domingo, 30. No Estadão, “Meio século depois” ocupou a edição desta segunda, 31. | Leia o artigo completo.

consulte Mais informação

Debate sobre marco civil da Internet dia 7 no Sinpro-Rio

O marco civil da Internet (lei que regulamenta o setor) foi aprovado na Câmara dos Deputados, no dia 25 de março deste ano. O movimento em luta pela democratização dos meios de comunicação comemorou a preservação do texto apresentado pelo deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), após elaboração pioneira através de consulta pública na Internet. A dúvida que nos fica é a seguinte. Por que após cinco meses de polêmica e forte lobby de empresas de telecomunicação a Câmara decidiu votar e aprovar o projeto? A composição de tão nobre casa não nos permite cochilos. O que teria mudado de uma hora para outra e teria feito com que as empresas passassem a olhar o texto com simpatia? Essas são algumas das questões que estarão em debate no dia 7 de abril no Sinpro-RJ. O texto aprovado na Câmara segue agora para o Senado. Entenda melhor.

consulte Mais informação

Ocupação da Maré, no Rio de Janeiro

[Por Claudia Santiago-NPC] No dia 30 de março de 2014, a favela da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi ocupada por forças policiais do Estado. Na TV víamos imagens de alguns moradores, muitas crianças, conversando com os policiais, hasteando a bandeira e brincando com a cavalaria. As imagens eram dos moradores, a fala era do Estado. O secretário de Segurança e o governador, sempre ladeado pelo vice, tiveram todo o espaço que precisaram para expor a sua versão dos fatos. Alguns moradores expressaram timidamente suas ideias pelas redes sociais. Em algumas regiões da cidade do Rio de Janeiro moradores são submetidas ao triplo controle do Estado, do tráfico e das milícias e suas interligações. [Foto: Mauricio Campos]

consulte Mais informação

Pin It on Pinterest