Autor: Luisa Vieira

Saiu o informativo impresso do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio

Nessa semana foi publicado O Saci, informativo quinzenal do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio. Essa primeira edição, de janeiro de 2014, dá destaque à a notícia de que o Plano Popular da Vila Autódromo ganhou um prêmio internacional. O plano, que foi rejeitado pelo prefeito Eduardo Paes, foi elaborado por moradores com a assessoria de especialistas da UFF e da UFRJ. Por ser de fácil e livre reprodução, a ideia é que seja impresso, copiado e distribuído livremente. O informativo é mais um espaço de denúncia dos abusos e violações de direitos humanos na cidade justificados pela realização dos megaeventos. “O objetivo é fazer circular a informação além da internet, porque apesar de fazermos bem, muitas pessoas não utilizam e não têm acesso. O informativo em papel passa a ocupar esse espaço”, explica Renato Cosentino, do Comitê.

O nome do informativo é uma referência ao mascote popular da Copa. André Mantelli explica: “O Saci é livre, ninguém consegue tirar a carapuça, nem dele, nem de ninguém. O saci é o ser popular da rua, e a ideia é que ele continue nela para encontrar outros iguais. O mais importante é que ganhe visibilidade como referência reafirmada na nossa própria cultura: o Saci é nosso, e só pelo fato de ser tão popular parece que já incomoda muita gente”.

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Rede Brasil Atual deve servir de exemplo para sindicatos

A Rede Brasil Atual foi criada em maio de 2009 e conta com o apoio de diversos sindicatos do país inteiro, principalmente o dos Metalúrgicos do ABC e o dos Bancários de São Paulo. Além do site, a rede possui outros veículos de comunicação: jornais regionais, revista, programas de rádio e TV. Todo o conteúdo está disponível na internet. Os temas abordados são variados: passam por política, economia, cultura, mundo do trabalho e assuntos internacionais. Tudo tratado a partir do olhar do trabalhador, em contraponto à mídia comercial. “O objetivo é proporcionar uma visão diferenciada daquela encontrada na mídia comercial e o direito de fazer, portanto, um julgamento diferenciado dos fatos cotidianos”, explicou o editor Paulo Donizetti em entrevista ao BoletimNPC ano passado. Um dos assuntos abordados recentemente é o tratamento de movimentos sociais como “forças oponentes”. Tal identificação está em um documento do Ministério da Defesa que regulamenta a atuação das Forças Armadas em operações de segurança pública. A orientação iguala as mobilizações sociais a atos criminosos. Essa é apenas uma mostra de pauta ampla, de interesse dos trabalhadores e lutadores sociais. Um exemplo a ser seguido pelos sindicatos que desejam disputar ideias na sociedade.

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1% da humanidade controla 50% do PIB mundial; no Brasil, desigualdade também assusta

Dados divulgados no último fim de semana pela ONG Oxfam revelam o tamanho da disparidade social no planeta. O estudo revela que 85 fortunas mundiais acumulam a mesma riqueza que 3,5 bilhões de pessoas. Ou seja, metade da humanidade. Na prática, 1% da população mundial controla metade do PIB do planeta. O documento foi preparado para ser apresentado aos magnatas do mundo no Fórum Econômico Mundial de Davos, Suíça. A desigualdade mundial se reflete no nosso próprio país. As cinco mil famílias mais ricas do Brasil possuem um patrimônio equivalente a 40% do PIB nacional. A média é de R$ 294 milhões por família. O estudo foi realizado em 2004 pelo economista Márcio Pochmann, presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), e atualizado este ano. | Publicado por Blog do Paulinho.

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Amarc Brasil lança documento que propõe medidas para garantir o direito à comunicação aos povos tradicionais e rurais

Esta semana a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc Brasil) divulgou um texto em que apresenta medidas para melhorar a situação das mídias comunitárias dos povos rurais e tradicionais. A principal intenção da entidade é pressionar o governo para que seja implementada uma mudança na lei 9612, que regulamenta as emissoras comunitárias. Além da dificuldade de acesso aos meios de comunicação de uma forma geral,a população rural, juntamente com índios, quilombolas e ribeirinhos, enfrenta a restrição da própria legislação que foi pensada apenas para o espaço urbano. Segundo o integrante do Conselho da Amarc Brasil, João Malerba, a lei não contempla a diversidade existente no território nacional. O pesquisador lembra que a lei estabelece às rádios comunitárias um alcance de 25 watts de potência, o que não contempla por exemplo, comunidades da Amazônia que possuem uma grande extensão territorial. |Agência Pulsar | Continue lendo.

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