Autor: Luisa Vieira

Entidades repudiam declaração de âncora do SBT que viola direitos humanos

A foto acima circulou bastante pelas redes sociais na última semana. Mostra um adolescente negro que foi amarrado pelo pescoço em um poste no bairro Flamengo, Zona Sul do Rio. Ele estava nu e com marcas de espancamento, além de ferimento a faca na orelha. O jovem, acusado de praticar furtos na região, contou que foi atacado por um grupo de homens que se denominaram “os justiceiros”. A imagem chocou muita gente, que enxergou na cena uma triste repetição do século 19. Naquele tempo, quando vigorava a escravidão, negros eram chicoteados e depois expostos em praça pública. Mas, além de manifestações em defesa dos direitos humanos, o fato levantou uma série de reações favoráveis à ação dos “justiceiros”. Faz parte deste grupo a jornalista Rachel Sheherazade, âncora do SBT Brasil, CONHECIDA POR FAZER POUCO CASO DOS DIREITOS HUMANOS. Depois de ela ter defendido a ação, sindicatos de jornalistas do Rio de Janeiro e do Distrito Federal divulgaram notas de repúdio às declarações da jornalista. Eles ressaltam a violação aos direitos humanos e ao Código de Ética dos Jornalistas, que define como dever dos profissionais “opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

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Sistema prisional brasileiro: crônica de chacinas anunciadas

No fim de 2013, assistimos a cenas chocantes do Presídio de Pedrinhas no Maranhão. Infelizmente, não foi um caso isolado. O sistema prisional no Brasil coleciona tragédias que ganham as manchetes dos jornais, porém seu cotidiano de violações de direitos humanos parece invisível à sociedade. Cerca de 550 mil pessoas estão presas no Brasil, em meio a superlotação, maus-tratos, doenças, rebeliões e mortes. Tal quadro é agravado pelo aumento expressivo de presos, reflexo do superencarceramento seletivo de jovens pobres e negros. Os locais de privação de liberdade do Brasil são marcados pela prática sistemática da tortura e outras formas de violência. | Por Sandra Carvalho e Isabel Lima – Justiça Global | Continue lendo.

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América Latina que defende Cuba é a NOSSA AMÉRICA

Importante entrevista de Juan Manuel Karg, da América Latina em Movimento (Alai), com Kenia Serrano, deputada cubana e presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP). “Eu não acho possível uma mudança nas relações entre os EUA e Cuba sem que o governo estadunidense mude sua política hostil contra a Revolução Cubana e os seus homens e mulheres. O bloqueio não é uma lei da Assembleia Nacional do Poder Popular, é um ato do Congresso dos EUA. Portanto, a correção deve vir do governo americano”, afirma a entrevistada. A seguir, destacamos alguns trechos do texto. | Por Rosângela Ribeiro Gil.

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Filme ‘O Lobo de Wall Street’: um chacal em pele de predador

“O Lobo de Wall Street”, de Martin Scorcese, é uma adaptação do livro de memórias de Jordan Belfort, corretor de títulos da bolsa norte-americana. Interpretado por Leonardo DiCaprio, logo no início do filme, o protagonista lista as várias drogas que ingere durante todo o dia para manter o ritmo louco do mundo da especulação financeira. Mas ele é categórico: há uma droga que é a mais terrível e poderosa de todas. A cena mostra Belfort aspirando uma carreira de pó branco. Mas não se trata de cocaína. Ele se refere ao canudo que utilizou para cheirar a droga, feito com uma nota de dinheiro enrolada. “Esta é a mais poderosa das drogas”, diz ele. E o filme todo é sobre os efeitos dessa substância que circula pelas veias de praticamente todas as sociedades do mundo atual. Que levou a vida social contemporânea a uma dependência, mais do que química, alquímica. Uma alquimia que não transforma apenas chumbo em ouro, mas converte tanto matéria, como espírito em bens monetizados. Em ativos que podem ser negociados nos mais diversos tipos de mercados em que foram transformadas as várias esferas da vida humana. | Continue lendo | Por Sérgio Domingues.

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