Categoria: Proposta de Pauta

Projeto da Universidade Federal de Sergipe (UFS) lança relatório sobre economia política das plataformas digitais e regulação no Brasil

O projeto “A governança econômica das redes digitais: para uma análise dos mercados e da concorrência da internet e seus impactos sobre os direitos dos usuários”, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), lançou, no mês de maio, o relatório “A governança econômica das plataformas digitais no Brasil”. No estudo, de autoria dos pesquisadores Helena Martins e João Paulo Guimarães, são examinados a formação histórica das trajetórias tecnológicas nacionais, a estrutura concorrencial de quinze mercados, tanto de infraestrutura quanto de aplicações e conteúdos, e os desafios regulatórios associados à crescente concentração econômica das plataformas digitais. O relatório parte da análise sobre o desenvolvimento tecnológico e das comunicações no Brasil, identificando a ausência de uma estrutura nacional autônoma de ciência, tecnologia e inovação, bem como uma histórica concentração nas comunicações. | Saiba mais. | Saiba mais.

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Sobre violência contra as mulheres, envelhecimento do eleitorado e o alerta político sobre o afastamento das bases populares 

[Por Esquina Democrática] As três publicações a seguir revelam um país atravessado por movimentos que se cruzam: a violência que atinge mulheres — sobretudo mães —, o envelhecimento do eleitorado e o alerta político sobre o afastamento das bases populares. Reportagem da Pública mostra que 74% das mulheres vítimas de violência no Brasil têm filhos. Não é apenas um dado: é a evidência de que a violência doméstica ultrapassa a vítima direta e atinge famílias inteiras, perpetuando ciclos de vulnerabilidade. No campo político, duas décadas após “A Mosca Azul”, Frei Betto volta ao debate com um alerta duro: o abandono progressivo da formação política e da educação popular afastou a esquerda das periferias. O resultado é um vazio ocupado por outras forças — e um risco real no cenário eleitoral. Ao mesmo tempo, o crescimento do eleitorado idoso impõe outra contradição. Nunca esse grupo teve tanto peso nas urnas, mas segue sem políticas estruturadas que garantam proteção, dignidade e qualidade de vida. Três temas, um mesmo eixo: o distanciamento entre política e realidade social. Entre quem decide e quem vive as consequências. | Leia as três matérias nos links a seguir.

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MapaMovSaúde convida para 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Na quarta-feira, 13 de maio, a partir das 18h, será realizada a etapa livre “As ODS e o direito à vida nas favelas e periferias urbanas” na Escola Politécnica da Fiocruz, no Rio de Janeiro. O evento ocorre em parceria com o Cebes e o Pré-Vestibular Popular Construção, e apoio da Cooperação Social da Fiocruz e da Asfoc-Sindicato Nacional. Fique de olho nas redes da organização e acompanhe mais detalhes no perfil instagram.com/mapamovsaude.  

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Mineração ameaça 57% dos assentamentos de reforma agrária no Brasil, alerta estudo

Um estudo da Fundação Rosa Luxemburgo, em parceria com a ONG Fase, mostra que 57,1% dos assentamentos de reforma agrária no Brasil sofrem sobreposição com projetos de mineração. Isso pode significar a perda de até 13,9 milhões de hectares — o equivalente a 19,1% da área total destinada à reforma agrária no país. A região Norte é a mais afetada, com 65% dos assentamentos impactados. O levantamento, divulgado dentro do Abril Vermelho, será publicado na íntegra em maio. O material traz dados inéditos e análises sobre os efeitos sobre a produção de alimentos, a permanência das famílias assentadas e a reorganização do uso da terra no país. Acesse o documento!

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A força da representação sindical na defesa dos trabalhadores

[Por Johnny Souza/Sindipetro NF – publicado no Brasil de Fato RJ] Em um cenário de constantes ataques a direitos históricos da classe trabalhadora – como precarização dos serviços, jornadas excessivas, assédios e baixa renda, a representação sindical continua sendo um pilar essencial para garantir dignidade, segurança e justiça nas relações de trabalho. Existe para defender direitos, interesses, mediar possíveis conflitos e, principalmente, melhorar condições de trabalho e renda. O ponto central dessa luta: nenhum avanço é conquistado individualmente, mas sim pela força coletiva unida e organizada.

O exemplo do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) é emblemático. Ao longo de sua trajetória, há 30 anos, o sindicato mostrou que a presença ativa, combativa e responsável da entidade sindical é fundamental para enfrentar retrocessos, dialogar com a sociedade e pressionar patrões, empresas e governos a respeitarem os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Essa atuação firme não nasce do improviso, mas da organização de base, da escuta da categoria, do respeito às decisões majoritárias de assembleia e da disposição permanente para o enfrentamento, quando necessário. | Leia o artigo completo.

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Ponto de partida das ideias: a crise com os EUA e a Defesa Nacional

Já está disponível no canal Ponto de Partida das Ideias, o vídeo “A crise com os EUA e a defesa nacional”, com Manuel Domingos Neto, historiador, doutor em História pela Universidade de Paris e membro fundador da ABED (Associação Brasileira de Estudos de Defesa), autor do livro “O que fazer do militar, anotações para uma nova defesa nacional”. A apresentação é de Marcelo Barbosa. Assista aqui!

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Cuidar, maternar, transformar: a força das mulheres na democracia

Durante o painel “Cuidar, maternar, transformar: a força das mulheres na democracia”, no Festival Mulheres em Luta (@mel.mulheresemlutas), a pesquisadora Laís Abramo (@laisabramo) destacou a urgência de repensar a organização social dos cuidados no Brasil. Segundo ela, 83% das mulheres com filhos de 0 a 3 anos estão fora do mercado de trabalho e sequer têm condições de aceitar um emprego, porque precisam cuidar. Apesar de avanços como a lei de igualdade salarial, Laís pontuou que essas políticas só alcançam quem já está inserida no mundo do trabalho. “A atual organização dos cuidados é injusta, desigual e insustentável. O modelo baseado exclusivamente na família está em extinção”, afirmou. Para enfrentar essa realidade, ela defendeu a construção de uma Sociedade dos Cuidados — com políticas públicas que garantam acesso universal e coletivo ao cuidado como um direito, condição essencial para a justiça social e para a participação plena das mulheres na vida pública e econômica. [Mídia NINJA – Vídeo: @luizaleaof]

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Por que as novas políticas anti-checagem da Meta colocam a democracia em risco

[Por Renata Mielli – publicado na Carta Capital] Não demorou mais do que 24 horas após a certificação da vitória de Trump pelo Congresso americano para que Mark Zuckerberg anunciasse mudanças nas políticas da Meta. Em um vídeo publicado na manhã desta terça-feira 7, ele afirmou que a Meta vai “retaurar a liberdade de expressão” e “acabar com a escalada de censura” que vinha sendo imposta por governos na Europa, Ásia, América e até mesmo pelo governo estadunidense. Zuckerberg foi explícito ao afirmar que o apoio do governo Trump será decisivo para que sua companhia corrija a rota de suas políticas, de modo que a missão messiânica de suas criações seja cumprida – dar “voz” às pessoas. “Vamos trabalhar com o presidente Trump para pressionar os governos ao redor do mundo que estão impondo mais censura às plataformas”, declarou. Mais uma vez, o argumento da liberdade de expressão é usado como cortina de fumaça para defender o modelo de negócios das plataformas e uma visão ultraliberal que protege discursos de ódio, misoginia, racismo e negacionismos – fatores que têm impulsionado a ascensão da extrema-direita no mundo. Zuckerberg assume explicitamente sua posição política no novo contexto internacional, elevando o tom ao atacar a soberania de países e se sentindo “protegido” pela nova política do governo estadunidense, que fortalece Elon Musk e outros expoentes da extrema-direita mais agressiva. Tudo isso em nome da liberdade de expressão. Mas será mesmo? Zuckerberg anunciou cinco medidas que serão implementadas primeiro nos Estados Unidos e, em seguida, em outros países. Abaixo, cada medida é detalhada com uma breve análise. | Continue lendo.

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Pesquisa revela números desiguais nas eleições

[Gênero Número/Observatório da Branquitude] Com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), O Observatório da Branquitude (@observabranquitude) aponta que quem recebe maior financiamento tem mais chances de ser eleito. O estudo também sinaliza que candidatos brancos, independente do gênero, abocanham 70% dos valores de financiamento. Em reportagem visual, a Gênero Número revela as consequências do direcionamento desigual de recursos de campanha. Com dados do TSE, mostramos que nenhuma capital elegeu mais de 22% de mulheres negras para a Câmara Municipal. Em Aracaju e Florianópolis, nenhuma mulher negra foi eleita vereadora. | Saiba mais!

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A esfinge dialética: decifra-me, enquanto te devoro

[Por Sérgio Domingues] A última pílula citou as formulações de Marx e Gramsci para mostrar que o senso comum é um emaranhado contraditório, constantemente atravessado por valores e preconceitos da ideologia dominante. Apesar disso, boa parte da esquerda insiste em culpar a população pela confusão ideológica que vem garantindo seguidas vitórias à extrema-direita. Uma atitude metafísica que, a rigor, equivale a culpar a própria realidade. Diante dessa situação, perguntava a última pílula, “o que fazer?”. Claro que não há resposta pronta para essa questão. Assim como não havia nada de universal ou definitivo na famosa resposta formulada por Lênin. Afinal, ele mesmo dizia que suas propostas eram produto “da análise concreta de situações concretas”. | Continue lendo.

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Greve de portuários paralisa metade do transporte marítimo dos EUA

Os trabalhadores portuários da Costa Leste e da Costa do Golfo dos Estados Unidos entraram em greve na terça-feira, 1º de outubro. A Associação Internacional de Estivadores (ILA), sindicato que representa mais de 45 mil trabalhadores reivindica aumento salarial de 77%, escalonado em 6 anos. De acordo com informações publicadas em portais de notícias, esta pode ser a maior greve da categoria desde 1977. Ela afeta o abastecimento e transporte de itens como frutas, café, vegetais, bebidas alcoólicas, cacau, açúcar e até mesmo automóveis. Todo apoio aos estivadores dos EUA. (Foto: Pexels)

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